O reencontro da esquerda democrática e a nova política | Page 36
Correa dos Reis, do Comitê Central do PCB. Lyndolpho Silva,
também dirigente partidário, foi eleito primeiro presidente da
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag),
fundada em 1964.
A aliança do PCB com a Ação Popular, grupo de esquerda
católica, foi vitoriosa em vários congressos da União Nacional dos
Estudantes (UNE) ao eleger presidentes da entidade, seguidamente, Aldo Arantes, Vinícius Caldeira Brandt e José Serra. No congresso estudantil de 1963, a força da aliança foi tanta que fez o candidato da ala conservadora, Marco Maciel, desistir de concorrer.
O PSB e a Declaração de Março de 1958
A nova política do PCB fora recebida com simpatia pelos
socialistas, conforme relata Alexandre Hecker:
Ainda em 1958, o PCB adotou uma linha política na qual ‘a
revolução’ era entendida como resultado de um projeto pacífico. Esta alteração criava um terreno comum sobre o qual os
socialistas também podiam lavrar, já que sempre insistiram
nesse caminho. Para os comunistas, cuja retórica agora se aproximava das palavras de ordem socialistas, ‘o caminho pacífico
da revolução brasileira é possível em virtude de fatores como a
democratização crescente da vida política, o ascenso do movimento operário e o desenvolvimento da frente única nacionalista e democrática em nosso país... O povo brasileiro pode resolver pacificamente seus problemas básicos com a acumulação
gradual, mas incessante, de reformas profundas e consequentes
na estrutura econômica e nas instituições políticas, chegando
até à realização completa das transformações radicais colocadas na ordem do dia pelo próprio desenvolvimento econômico
e social da nação’. (…) Em 1961, o PSB-SP, analisando os acontecimentos em torno do XXII Congresso do PCUS, viu nele
provas de que uma gestão democrática do comunismo ainda era
possível: “O novo programa e os novos estatutos atestam o
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O reencontro da Esquerda Democrática e a Nova Política