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Doçaria
A doçaria portuguesa tem grande parte da sua origem nos conventos e mosteiros portugueses no século XVI. O uso abundante de gemas de ovos em muitas destas especialidades está relacionado com o uso das claras de ovos nos conventos. As claras de ovos para a confeção de hóstias, para manterem seus hábitos (vestuário das religiosas) sempre engomados, e para a clarificação dos vinhos. Para não desperdiçarem as gemas e com o açúcar vindo do Novo Mundo, os frades e, principalmente, as freiras de Portugal aperfeiçoaram as receitas ancestrais. A criatividade conventual extravasava em doces ricos em açúcar, em gemas de ovos, em frutos secos e em amêndoas.
Entre outros doces há ovos moles de Aveiro, o pastel de nata, as queijadas de Sintra, os pastéis de Tentúgal, as Tigeladas de Abrantes, barriga de Freira de Arouca, bolo de Dom Rodrigo (ou somente D. Rodrigo), fatias de Tomar, lampreia de Portalegre, palha de Abrantes, trouxas de ovos das Caldas, rebuçados de ovos. No Algarve, principalmente, são típicos os doces de amêndoa e de figo seco; no Alentejo, a sericaia. No arquipélago dos Açores, temos as queijadas da Graciosa e na Madeira, destaca-se o chamado bolo de mel.
O Queijo
Em Portugal há muitos queijos tradicionais feitos artesanalmente nas melhores "rouparias" do País.
Em Portugal há bons pastos e a pastorícia sempre esteve presente, quer como modo de subsistência, quer como atividade tradicional importante. Por essa razão o queijo é um produto já muito antigo e presente em todas as zonas do país. O queijo é feito com leite de ovelha, vaca, cabra ou de mistura.
Atualmente são onze as "Denominações de Origem Protegida" (DOP): queijo de Azeitão, queijo da Beira Baixa, queijo de Cabra Transmontano, queijo Serra da Estrela, queijo de Évora, queijo de Nisa, queijo do Pico, queijo Rabaçal, queijo Serpa, queijo de S. Jorge e queijo Terrincho.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gastronomia_de_Portugal