O joo do anjo Carlos Ruíz Zafón - O Jogo do Anjo | Page 288

PDL – P ROJETO D EMOCRATIZAÇÃO DA L EITURA — Muito obrigado por sua ajuda. — De nada. Se possível, não volte mais aqui. Concordei e fui me dirigindo para a saída. Roures me seguia com os olhos, receoso. — Espere — chamou antes que eu atravessasse a soleira da salinha dos fundos. Virei. O homenzinho me observava, hesitante. — Acho que Lux Aeterna era o nome de uma espécie de panfleto religioso que usamos algumas vezes nas sessões do apartamento da Rua Elisabets. Fazia parte de uma coleção de livretos semelhantes, provavelmente tomado emprestado da biblioteca de superstições da sociedade O Porvir. Não sei se está se referindo a isso. — Lembra do que se tratava? — Quem o conhecia melhor era meu sócio, Jacó, que comandava as sessões. Mas pelo que sei, Lux Aeterna era um poema sobre a morte e os sete homens do Filho da Manhã, do Portador da Luz. — O Portador da Luz? Roures sorriu. — Lúcifer.