Terapia Aplicada
Foram apresentadas explicações à paciente em relação
à situação diagnosticada, bem como a necessidade de
enxerto ósseo para instalação dos implantes dentários,
devido à altura óssea disponível insuficiente. A paciente
também foi informada quanto às vantagens e riscos de
todas as possibilidades terapêuticas e aprovou o plano
de tratamento proposto para o caso.
Procedimentos cirúrgicos
No ato cirúrgico, a anestesia infiltrativa local foi aplicada
na região vestibular, seguida do bloqueio do nervo palatino
maior direito. Os dentes 16 e 17 foram extraídos da forma
mais atraumática possível. Entretanto, na exodontia houve
comunicação bucosinusal, fechada no ato cirúrgico através
de um retalho mucovestibular com incisão do periósteo e
divulsão tecidual, para gerar elasticidade e permitir o fecha-
mento da região sem tensão nas suturas. Foram prescritas
as seguintes medicações pós-operatórias: amoxicilina
Caderno científico [ IMPLANTE ]
500 mg + clavulanato de potássio 125 mg, por via oral, a
cada oito horas durante 14 dias; nimesulida 100 mg, a cada
12 horas durante três dias; paracetamol 750 mg, de seis
em seis horas em caso de dor nos três primeiros dias, e
um descongestionante nasal (cloridrato de oximetazolina,
0,05%) a cada 12 horas, durante três dias. Também, foi
recomendado o enxágue intrabucal com solução de diglu-
conato de clorexidina 0,12% por duas semanas.
As suturas foram removidas após sete dias. A paciente
não relatou dor ou qualquer tipo de desconforto nesse
período. O caso foi acompanhado semanalmente e, após
30 dias, foi observado o fechamento do tecido mole. Após
seis meses, foi solicitada uma tomografia computadorizada
feixe cônico para planejamento dos procedimentos de
enxertia e colocação dos implantes (Figura 2A). Desta
forma, foi possível visualizar a ausência de osso na região
da comunicação bucosinusal e a adesão da membrana
de Schneider com o tecido queratinizado do rebordo
remanescente (Figura 2B). Essa situação poderia complicar
a execução de técnicas tradicionais de levantamento do
seio maxilar. Dessa forma, para a realização do enxerto
ósseo e colocação dos implantes, um retalho mucope-
riosteal para acesso ao seio maxilar foi confeccionado em
forma de meia lua, partindo do fundo do vestíbulo em
direção oclusal, sendo que o descolamento foi realizado
de apical para oclusal.
Figura 1 – Radiografia periapical da região superior
posterior direita. Nota-se grande perda óssea na região
do dente 17 e a proximidade das raízes dos dentes 16 e
17 com o seio maxilar.
A
B
Figuras 2 – A. TCFC realizada seis meses após a exodontia dos elementos 16 e 17. Observa-se quantidade de tecido ósseo
insuficiente para a instalação de implantes. B. Corte transversal da TCFC da região dos elementos 16 e 17, evidenciando a ausência
de osso na região da comunicação bucosinusal e a adesão da membrana de Schneider com o tecido queratinizado do rebordo
remanescente.
INPerio 2017;2(1):71-8
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