My first Magazine INPerio v.2-n.1 | Seite 73

Terapia Aplicada Foram apresentadas explicações à paciente em relação à situação diagnosticada, bem como a necessidade de enxerto ósseo para instalação dos implantes dentários, devido à altura óssea disponível insuficiente. A paciente também foi informada quanto às vantagens e riscos de todas as possibilidades terapêuticas e aprovou o plano de tratamento proposto para o caso. Procedimentos cirúrgicos No ato cirúrgico, a anestesia infiltrativa local foi aplicada na região vestibular, seguida do bloqueio do nervo palatino maior direito. Os dentes 16 e 17 foram extraídos da forma mais atraumática possível. Entretanto, na exodontia houve comunicação bucosinusal, fechada no ato cirúrgico através de um retalho mucovestibular com incisão do periósteo e divulsão tecidual, para gerar elasticidade e permitir o fecha- mento da região sem tensão nas suturas. Foram prescritas as seguintes medicações pós-operatórias: amoxicilina Caderno científico [ IMPLANTE ] 500 mg + clavulanato de potássio 125 mg, por via oral, a cada oito horas durante 14 dias; nimesulida 100 mg, a cada 12 horas durante três dias; paracetamol 750  mg, de seis em seis horas em caso de dor nos três primeiros dias, e um descongestionante nasal (cloridrato de oximetazolina, 0,05%) a cada 12 horas, durante três dias. Também, foi recomendado o enxágue intrabucal com solução de diglu- conato de clorexidina 0,12% por duas semanas. As suturas foram removidas após sete dias. A paciente não relatou dor ou qualquer tipo de desconforto nesse período. O caso foi acompanhado semanalmente e, após 30 dias, foi observado o fechamento do tecido mole. Após seis meses, foi solicitada uma tomografia computadorizada feixe cônico para planejamento dos procedimentos de enxertia e colocação dos implantes (Figura 2A). Desta  forma, foi possível visualizar a ausência de osso na região da comunicação bucosinusal e a adesão da membrana de Schneider com o tecido queratinizado do rebordo remanescente (Figura 2B). Essa situação poderia complicar a execução de técnicas tradicionais de levantamento do seio maxilar. Dessa forma, para a realização do enxerto ósseo e colocação dos implantes, um retalho mucope- riosteal para acesso ao seio maxilar foi confeccionado em forma de meia lua, partindo do fundo do vestíbulo em direção oclusal, sendo que o descolamento foi realizado de apical para oclusal. Figura 1 – Radiografia periapical da região superior posterior direita. Nota-se grande perda óssea na região do dente 17 e a proximidade das raízes dos dentes 16 e 17 com o seio maxilar. A B Figuras 2 – A. TCFC realizada seis meses após a exodontia dos elementos 16 e 17. Observa-se quantidade de tecido ósseo insuficiente para a instalação de implantes. B. Corte transversal da TCFC da região dos elementos 16 e 17, evidenciando a ausência de osso na região da comunicação bucosinusal e a adesão da membrana de Schneider com o tecido queratinizado do rebordo remanescente. INPerio 2017;2(1):71-8 73