de Melo Filho AB | Ferreira CL | Pedroso JF | Santamaria MP | Jardini MAN
O retalho foi feito de forma total até a região da crista do rebordo, e em seguida de forma parcial. Essa manobra teve o objetivo de dissecar a membrana de Schneider do tecido conjuntivo gengival, evitando assim a perfuração da membrana. Em seguida, foi realizada a osteotomia em forma de retângulo com posterior deslocamento da membrana sinusal( Figuras 3 e 4). Após o deslocamento da membrana, a parede mais posterior, onde houve a comunicação bucosinusal, recebeu um recobrimento com uma membrana reabsorvível( Figura 4) e, em seguida, o enxerto ósseo xenógeno( Bio-Oss, Gestlich) foi cuidadosamente colocado no espaço criado sob a membrana sinusal( Figura 5). Após o preenchimento completo, uma nova membrana reabsorvível( Bio-Guide, Geistlich) foi colocada na região vestibular,
vedando a janela óssea( Figura 6). Finalmente, o retalho foi suturado( Figura 7).
Após nove meses de reparação, foi realizada uma nova tomografia feixe cônico, confirmando a existência de altura e espessura ósseas, e possibilitando a instalação dos implantes dentários( Figura 8). Dessa maneira, dois implantes de 5 mm x 10 mm( Parafuso Cortical Master EasyPorous, Conexão Sistemas de Prótese Ltda.) foram colocados através da técnica convencional, tendo travamentos superiores a 25 Ncm( Figura 9). As próteses metalocerâmicas( Figuras 10 e 11) foram confeccionadas seis meses depois.
Não houve relatos de dor ou sensibilidade no local operado em nenhum momento do tratamento. A paciente também afirmou estar bastante satisfeita com a estética e o resultado final do caso.
Figura 3 – Na região dos molares superiores direito foi realizado um retalho com osteotomia em forma de retângulo para a colocação do enxerto ósseo.
Figura 4 – Na janela óssea foi realizado o deslocamento da membrana sinusal e a colocação de uma membrana reabsorvível.
Figura 5 – Colocação do enxerto ósseo Bio-Oss sobre a membrana reabsorvível, preenchendo o espaço criado com o deslocamento da membrana do seio maxilar.
Figura 6 – Nova membrana recobrindo o material enxertado.
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INPerio 2017; 2( 1): 71-8