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MOÇAMBIQUE
A minha viagem a Moçambique foi uma mistura de boas recordações da infância com a observação, no terreno, do excelente trabalho realizado pela Helpo. Uma consciência mais profunda da realidade moçambicana atual, com o prazer de conhecer lugares com história e únicos em beleza.
Quanto ao grupo de Padrinhos, foi como que um reencontro de famílias: uma família de Padrinhos que foi daqui; uma família Helpo, coordenada por uma pessoa excecional, humanista e consciente da realidade moçambicana, na pessoa do Carlos e as famílias dos Afilhados.
Da minha parte, como Padrinho, tive o enorme prazer de conhecer e interagir com o meu Afilhado Jeosafá Amane e a sua família e disponibilizei-me para os ajudar no que for preciso para que o Jeosafá estude até à universidade, se assim o quiser, para conseguir um futuro melhor.
Também, como Padrinho, estou à disposição da Helpo para contribuir no que for preciso, divulgando o seu excelente trabalho na organização e no terreno, pois têm pessoas excecionais, com grande espírito de missão com as pessoas mais desfavorecidas, contribuindo para que alcancem um Futuro Maior.
O meu muito obrigado por tudo, foi uma experiência incrível! João Monteiro
A notícia da minha seleção para uma viagem a Moçambique, no âmbito do Programa de Apadrinhamento da Helpo, gerou em mim uma onda de entusiasmo e expetativa.
Partilhando da Missão e Valores, que norteiam as ações desta organização, e que levaram a tornar-me madrinha desde 2010, a oportunidade de revisitar o meu país natal trouxe-me uma secreta alegria. Contudo, rapidamente fui assolada por inquietantes preocupações relacionadas com uma realidade, que sabia de conflito e insegurança, com condições de vida precárias, com falta de assistência, com efeitos devastadores provocados por desastres climáticos.
Foi nas Províncias de Nampula e Cabo Delgado, no norte de Moçambique, onde a Helpo presta apoio permanente, que encontrei resposta aos meus receios.
Numa viagem, que considero inesquecível, e com uma carga emocional de que não tenho memória, vi o silêncio das aldeias ser rompido pelos risos e acenos das crianças ao identificar as carrinhas da Helpo; presenciei a receção, simultaneamente solene e carinhosa, das comunidades aos colaboradores da Helpo, bem como o reconhecimento público e genuíno da sua ação.
Testemunhei a violência do Ciclone Chido nas estruturas escolares e as intervenções realizadas ainda em curso por esta organização; senti a alegria de quem recebe um saco de açúcar, de farinha e de feijão, pelas mãos da Helpo, pois é o garante de uma refeição às crianças em idade escolar; e pelas mesmas mãos assisti à entrega de um bem, que verifiquei ser igualmente precioso: pequenas barras de sabão!
É difícil expressar em palavras a magnitude do trabalho e dos projetos, que a Helpo implementa nas comunidades. A ação transformadora, que a Helpo faz do meu pequeno contributo mensal, só é comparável a um milagre da multiplicação. Sinto um enorme orgulho em pertencer a esta família!