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Decidir fazer a viagem de padrinhos começou por ser, apenas, uma viagem com o intuito de conhecer a minha afilhada, mas acabou por se tornar uma viagem muito especial e, até mesmo, de mudança pessoal.
Poder testemunhar no terreno o trabalho que a Helpo desenvolve e que, muitas vezes, não conseguimos ter consciência à distância, foi, realmente, muito enriquecedor. É de louvar não só o esforço, dedicação, trabalho e entrega dos funcionários e voluntários da Helpo, mas também de todas as comunidades, animadores, professores e, acima de tudo, dos alunos, que são de uma força e empenho fora do comum.
Como uma colega madrinha disse:“ Vamos uns padrinhos, voltamos outros.”, e é verdade: só quem tem a oportunidade de ir conhecer. entende o verdadeiro sentido desta frase. A Helpo só consolidou toda a confiança- que já tinha!- no seu trabalho à distância. Fica o desejo de querer ter uma voz mais ativa e participativa para divulgar as iniciativas e projetos da Helpo, para poder dar mais força a quem no terreno concretiza todo o trabalho.
Aconselho a quem tenha oportunidade que aproveite, não se vai arrepender! Andreia Marques
Nunca gostei de filmes de ficção científica. Ao contrário da maioria dos meus amigos e colegas de escola, não me interessavam filmes sobre histórias, personagens e locais irreais e inverosímeis. Ainda hoje, o que me atrai são histórias de vida real, verdadeiras ou imaginadas, mas sempre possíveis, com gente de carne e osso, com protagonistas e heróis.
Vem isto a propósito da viagem dos padrinhos / madrinhas da Helpo a Moçambique. Foram mais de 20.000Km de avião( Lisboa- Maputo – Pemba; Nampula- Maputo- Lisboa), mais de 1.000Km de estradas com buracos, picadas de terra e lama, visitas a escolas de aldeias e povoações no interior do interior de Moçambique( Mahate, Impire, Silva Macua, Namialo, Napacala, Nawitipele, Murrupula, Murothone, Natura). Escolas, para onde muitas crianças caminham diariamente quilómetros a pé( descalços, ou na melhor das hipóteses com chinelos), para aulas onde têm falta de papel, lápis e canetas para escreverem o que tentam aprender com professores esforçados, também eles em luta diária pela sobrevivência.
Mas, felizmente, existe a Helpo. A Helpo constrói escolas e bibliotecas, dá material escolar, cadernos e livros, melhora as condições de ensino, de formação e educação de milhares de alunos, que poucas possibilidades teriam de evoluir se entregues apenas à responsabilidade do Estado Moçambicano. A Helpo ajuda pais, professores e alunos e, assim, também famílias, aldeias e povoações e, desse modo, o presente e o futuro do País.
Felizmente, a Helpo está em Moçambique. Felizmente, a Fátima está em Pemba, na Província de Cabo Delgado, a Catarina em Nampula, a Inês em Maputo, o Cazé em todo lado. São a Helpo em Moçambique que, com muito trabalho, organização, visão, espírito de sacrifício, persistência, carinho e pragmatismo, constroem diariamente um presente muito diferente para estas crianças. Vocês são protagonistas desta história bem real! Vocês são os meus heróis! Zé Pedro