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 ESPECIAL EMERGÊNCIA do conforto e de um mundo de outras possibilidades, para se dedicarem a cuidar da população de Dombe, é algo absolutamente nobre! Poder partilhar o quotidiano com estas Irmãs maravilho- sas foi uma enorme bênção e os dias de convivência representam um período de grande aprendizagem, de gratidão e de amizade. O texto já vai longo e, todavia, tudo o que possa escrever será pouco para expressar o meu enorme agradecimen- to por esta experiência e pela possibi- lidade de trabalhar de forma próxima com a Helpo, que tem uma estrutura extraordinária, tanto do ponto de vista técnico, como do ponto de vista huma- no. Desconheço quem criou o lema “o nosso mundo é humano” mas, de facto, sintetiza de forma perfeita o trabalho e missão da Helpo! E assim, voaram três meses em Dombe. Esse Dombe onde a lua cheia parece ainda mais cheia, onde se pode obser- var um céu verdadeiramente estrelado. Esse Dombe, onde se fala a língua Cin- dau e tão pouco Português, onde a co- municação com a população tem como base a linguagem universal - a do afeto! Esse Dombe, onde a palavra pontualida- de parece não ter ainda chegado, onde temos de nos habituar a um tempo e a um ritmo diferente do nosso e aprender a caminhar com o passo de Dombe. Como escreveu o Coordenador Nacio- nal da Helpo em Moçambique: “Nunca se sai daquele lugar, porque veio algo no meu coração, que eu não conhecia. Sinto que nunca mais sairei de Dom- be.”. É exatamente isso! Porque “o Dombe não é um lugar. É um sentimento”.