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 presentes neste final da estação das chuvas. No âmbito do PANMI, a Helpo estava a iniciar um levanta- mento da situação nutricional no Distrito de Lembá, na re- gião ocidental da ilha de São Tomé. Assim, integrado nesta equipa, participei no trabalho de campo levado a cabo por esta organização. A missão da Helpo, em colaboração com a Área de Saúde de Lembá, tem por objetivo fazer uma avaliação do estado nu- tricional das crianças dos zero aos cinco anos. Com a minha integração na equipa, o âmbito do estudo foi alargado ao co- nhecimento da situação de insegurança alimentar existente nos agregados familiares dessas crianças. Cada viagem para uma comunidade foi um acumular de ex- periências. Uma mistura entre a beleza impressionante, que nos proporcionava a estrada a correr lado a lado com o mar, e a experiência única de viajar numa “Hiace”, o transporte coletivo de STP, que nos permite entrar no quotidiano das pessoas. A contrastar com a deslumbrante paisagem ofere- cida pelo mar e pela floresta, que acompanham a estrada, tí- nhamos o mau estado do pavimento, com enormes buracos e frequentes derrocadas, que condicionavam parcialmente a circulação, e a degradação de algumas habitações que íamos deixando para trás ao longo do caminho. Recordo-me do dia em que fomos para a comunidade de Generosa, nome que não me pareceu fazer jus à vida das pessoas no seu dia-a-dia. Alguns quilómetros depois de atra- vessarmos Neves, onde se juntou à equipa uma enfermeira do Centro de Saúde local, virámos para o interior da ilha em direção àquela localidade. Um pouco à frente, tivemos de op- tar por um desvio mais interior, porque o caminho estava fe- chado devido a obras. A má qualidade do piso foi largamente compensada pela beleza da floresta. No meio desta deslum- brante paisagem, encontrámos um grupo de mulheres e crianças que, num curso de água, provavelmente alimentado pelo rio Contador, lavavam roupa e loiça, enquanto algumas crianças se divertiam a tomar banho, e outras, as mais velhas, ajudavam as mães nas tarefas. Parámos, cumprimentámo- -las e confirmámos que estávamos no caminho certo para a povoação. Depois de alguns minutos de animada conversa, sempre com a simpatia que caracteriza o povo santomense, e de ficarmos a saber que as mulheres eram de Generosa, apre- sentámo-nos e dissemos qual era o nosso trabalho. Uma vez que se encontravam ali várias crianças com menos de 5 anos, perguntámos se as poderíamos medir e pesar, para incluir no nosso estudo. A disponibilidade e colaboração foi total e ali começou o nosso trabalho, que viria a terminar mais tarde numa creche da povoação. Foi um prazer trabalhar no terreno com a equipa da Helpo, que demonstrou um enorme profissionalismo e uma ótima interação com as populações. A Helpo, para além do seu papel direto junto das populações, contribuindo de diversas formas para o seu desenvolvimento, proporciona, igualmen- te, a possibilidade de estudantes estagiários terem o primeiro contacto com um mundo tão diferente daquele de onde são oriundos, que jamais irão esquecer e que, certamente, irá in- fluenciar o seu futuro, profissional e pessoal.