LOGÍSTICA
E AGORA,
BRASIL?
Passados alguns meses da greve dos
caminhoneiros, os mercados de alimentos
e logística ainda se recuperam dos efeitos
da ação. Sem uma solução efetiva no curto
prazo, especialistas debatem a dependência
do modal rodoviário para o transporte de
carga e as ferrovias como opção
O
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estudo Ocupação sustentável do território
nacional pela ferrovia associada ao agronegó-
cio, do IE (Instituto de Engenharia), aponta
significativa mudança nos vetores do cres-
cimento econômico brasileiro, tanto no
aspecto setorial como no territorial. O do-
cumento mostra que a produção agrícola
de grãos do Centro-Oeste e do Centro-Nor-
deste assumiu o protagonismo na expansão
do País antes desempenhado pelo avanço
industrial do Sul e do Sudeste. E propõe que
seja feito o investimento na ampliação do
transporte ferroviário, com integrações hi-
droviárias e rodoviárias.
O tema está cada dia mais em voga, uma
vez que o agronegócio ainda soma os preju-
ízos causados pela greve dos caminhonei-
ros, ocorrida no final de maio. Do lado das
empresas de transporte, não se tem, até o
momento, segurança jurídica quanto a um
dos principais itens da pauta: a tabela de fre-
te mínimo. Se de um lado as perdas foram
enormes, em apenas 11 dias – cerca de R$ 5
bilhões, segundo cálculo inicial do Ipea (Ins-
tituto de Pesquisa Econômica Aplicada) –,
do outro, os prejuízos vinham acontecendo
há pelo menos 10 meses, quando uma nova
política de preços iniciada pela Petrobrás
elevou em 56,5% os preços do óleo diesel
na refinaria, de acordo com o CBIE (Centro