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LOGÍSTICA E AGORA, BRASIL? Passados alguns meses da greve dos caminhoneiros, os mercados de alimentos e logística ainda se recuperam dos efeitos da ação. Sem uma solução efetiva no curto prazo, especialistas debatem a dependência do modal rodoviário para o transporte de carga e as ferrovias como opção O 34 WWW.MUNDOCOOP.COM.BR estudo Ocupação sustentável do território nacional pela ferrovia associada ao agronegó- cio, do IE (Instituto de Engenharia), aponta significativa mudança nos vetores do cres- cimento econômico brasileiro, tanto no aspecto setorial como no territorial. O do- cumento mostra que a produção agrícola de grãos do Centro-Oeste e do Centro-Nor- deste assumiu o protagonismo na expansão do País antes desempenhado pelo avanço industrial do Sul e do Sudeste. E propõe que seja feito o investimento na ampliação do transporte ferroviário, com integrações hi- droviárias e rodoviárias. O tema está cada dia mais em voga, uma vez que o agronegócio ainda soma os preju- ízos causados pela greve dos caminhonei- ros, ocorrida no final de maio. Do lado das empresas de transporte, não se tem, até o momento, segurança jurídica quanto a um dos principais itens da pauta: a tabela de fre- te mínimo. Se de um lado as perdas foram enormes, em apenas 11 dias – cerca de R$ 5 bilhões, segundo cálculo inicial do Ipea (Ins- tituto de Pesquisa Econômica Aplicada) –, do outro, os prejuízos vinham acontecendo há pelo menos 10 meses, quando uma nova política de preços iniciada pela Petrobrás elevou em 56,5% os preços do óleo diesel na refinaria, de acordo com o CBIE (Centro