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TECNOLOGIA AGRICULTURA BASEADA EM CONECTIVIDADE O conceito de Agricultura 4.0 está cada vez mais presente no dia a dia dos produtores rurais, assim como a internet das coisas e a inteligência artificial. E é assim que o Brasil vai elevar o setor para outro patamar 32 WWW.MUNDOCOOP.COM.BR E studo recente feito pela Market Insight Re- ports indica que o mercado de Internet das Coisas (IoT) na agricultura, em 2015, foi de US$ 4,4 bilhões e terá crescimento anual acima de 28% até 2024. Os Estados Unidos ainda estão na frente, com 75% de partici- pação e a possibilidade de alcançar US$ 20,1 bilhões em 2024, mas o Brasil tem condi- ções de liderar essa nova etapa a ponto de atingir níveis de competitividade suficientes para superar o país norte-ame- ricano como maior exportador de alimentos do mundo. Essa é a opinião de Britaldo Hernandez Fernandez, presidente e sócio-fundador da Solinftec, empresa brasileira de agricul- tura digital com desenvolvimento contínuo de soluções pen- sadas por cientistas, engenheiros, agrônomos, programado- res e inventores. Para ele, com as estradas digitais já pavimentadas, não será difícil chegar a essa conquista. E por estradas digitais pode-se entender o caminho para as fazendas inteligentes e a inteligência artificial. O papo pode até parecer meio desco- nexo, mas o fato é que a tal da IoT está permitindo que essa evolução ande a passos largos e que os produtores to- mem decisões de manejo e de negócios em tempo real com muito mais assertividade. “A grande mudança é que hoje estamos captando muitas informações e a tecnologia vai nos permitir entender quais são os fa- tores, impactos e gargalos que nos levarão a aumentar a produtividade com redução de custo. O produtor vai, cada vez menos, tomar decisão somente pelas experiên- cias. Baseado em dados, terá mais tempo para as decisões estratégicas”, comenta Fernandez. O executivo acredita que o processo de transforma- ção das fazendas, do ponto em que estão hoje para o de fazendas inteligentes, já está acontecendo, a partir dos principais produtores de grãos e de cana-de-açúcar e das grandes cooperativas que estão tomando a frente do mercado para, em um segundo momento, começarem a in- fluenciar outras propriedades e difundir a tecnologia. Uma dessas inovações, que, na opinião de Fernandez, já está tra-