Cooperativa Languiru e SIG Combibloc se uniram em projeto para informar o consumidor sobre o padrão de qualidade dos produtos lácteos desde a captação da matéria-prima até a industrialização e a comercialização de cada item |
Crédito : Languiru |
dos a uma pesquisa que determinava a grande massa de público , hoje têm de lidar com essa massa , que se segmenta em vários outros tipos de consumidores , que muitas vezes só são percebidos por meio das tecnologias de informação e comunicação .
Na verdade , a tecnologia da informação e a IoT começam a impactar o setor bem antes de os alimentos chegarem às áreas de criação das agências de marketing . No campo , elas já demandam dos produtores e da agroindústria uma readequação dos processos , permitindo ao consumidor final ter acesso a informações detalhadas de cada etapa da produção . A rastreabilidade é um dos temas mais destacados nessa questão , pois é o canal pelo qual as empresas garantem a transparência da sua comunicação .
Quando se pensa em cooperativas , o processo parece ser bem mais complexo , pois não é raro os fornecedores da matéria-prima passarem de centenas . “ Elas terão de se adaptar a essas novas tendências ”, enfatiza Vivian , esclarecendo que terão de desenvolver ferramentas que possibilitem o consumidor rastrear as informações daquele produto com segurança , independentemente dos fornecedores . E o investimento vale à pena . Exemplo disso é a parceria entre a Cooperativa Languiru , de Teutônia ( RS ), e a SIG Combibloc , empresa de sistemas de envase e embalagens , para informar o consumidor sobre o padrão de qualidade dos produtos lácteos colocados no mercado . Por meio de um amplo e preciso sistema de captação de dados , é possível mostrar ao público todo o processo de qualidade envolvido na captação da matéria-prima até a industrialização e a comercialização de cada item . A solução digital desenvolvida pela SIG utiliza um QR Code exclusivo por embalagem unitária e outro por caixa , além de um código de barra por pallet , todos impressos durante a fabricação dos produtos na indústria de laticínios da Languiru . Esses códigos garantem a rastreabilidade , além de trazer informações
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sobre a qualidade e até a composição nutricional do leite coletado nas fazendas dos cooperados .
EXCELÊNCIA EM CADEIA
O diretor de Marketing da Embrapa ressalta , ainda , que acredita não só na transparência , mas em um investimento claro na parte de qualidade dos produtos e na qualificação da matéria-prima das cooperativas , com rastreabilidade e certificação da produção . “ São conceitos importantes para quem quer fazer a diferença . É preciso estar mais próximo dos associados , conhecendo seu modo de produção , acompanhando , informando e orientando ”, comenta . Vivian também sugere que as cooperativas auxiliem na gestão do negócio do produtor associado . “ Elas praticamente terão de entrar nas propriedades , conhecer os seus detalhes e , com isso , conseguirão garantir a qualidade da sua matéria-prima , tendo condições de serem mais claras nas informações repassadas aos seus consumidores diretos .”
Outro ponto interessante é que a busca por alimentos regionais e de espécies nativas também é uma possibilidade de promover o crescimento das cooperativas agropecuárias . Para Rafael Vivian , esse cenário pode ser descrito da seguinte maneira : as empresas precisam segmentar mais e diversificar mais . Por mais estranha que pareça essa explicação , ela faz sentido quando se pensa que quem trabalha com commodities , necessariamente , tem de olhar para a linha de produção ou de processamento a fim de que essa matéria-prima gere outros produtos derivados , agregando valor , e , por meio da sua transformação , segmentando as linhas de produtos finais . “ Trazendo isso para o lado das cooperativas , deve haver , pelo menos , um incentivo para que ocorra a diversidade de matéria-prima e dos produtos oriundos dela .”
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