Mod.1 História Cederj 1 | Seite 82

82 :: H ISTÓRIA :: M ÓDULO 1 Império Napoleônico São Petesburgo Suécia Dinamarca Paris Suíça França Áustria Madri Catalunha Catalunha Montenegro Reino da Sardenha Espanha Etrúria Roma Portugal Lisboa Viena Rússia Oceano Atlântico ssia Prú Berlim Grão-Ducado de Varsóvia Copenhague Inglaterra Londres Mar Mediterrâneo Países aliados de Napoleão Territórios anexados pela França Reino da Sicília Estados dependentes de Napoleão Bloqueio continental Países adversários de Napoleão Territórios anexados pela Rússia Fonte: H. Kinder e W. Hilgemann A Inglaterra, entretanto, permanecia como grande inimiga da França. Com o objetivo de enfraquecer a economia inglesa e fortalecer os negócios franceses, Napoleão decretou em 1806 o Bloqueio Continental, que proibia os países do continente europeu de realizar trocas comerciais com a Inglaterra. Num primeiro momento, os governos europeus buscaram respeitar o bloqueio, mas, com o passar dos anos, suas economias começaram a sentir os prejuízos de não negociar com a Inglaterra, tanto no que se referia à importação de produtos ingleses como à venda da produção de seus países. Essa situação levou a Rússia a retomar as trocas comerciais com a Inglaterra, o que provocou a invasão do país pelos exércitos franceses em 1812. Entretanto, as estratégias dos generais russos e o forte inverno acabaram por enfraquecer muito os exércitos napoleônicos. A partir desse momento, uma coligação militar feita entre Inglaterra, Rússia, Prússia, Áustria e Suécia avançou sobre as tropas francesas. Além dos exércitos, a população dos países dominados por Napoleão se organizou para lutar contra a dominação francesa, impondo mais uma frente de luta. No interior da sociedade francesa, a liderança de Napoleão também estava desgastada. As ações autoritárias recebiam críticas de que ele havia subvertido os ideais da Revolução Francesa, que o haviam conduzido ao poder. Os benefícios dados a seus parentes e assessores mais próximos acabaram por criar uma “corte” em torno do imperador que, para muitos, lembrava o Antigo Regime de Luís XVI. As contínuas guerras travadas na Europa estavam acabando com os recursos do país, inclusive humanos, pois o recrutamento de homens jovens para integrar os exércitos era constante. Assim, enfrentando a oposição, na França e nos países dominados, e os exércitos da coligação, Napoleão foi derrotado em 1814 e, de maneira definitiva, em 1815. Deixando Paris, foi exilado na ilha britânica de Santa Helena, no sul do Oceano Atlântico, onde veio a morrer em 1821. A reação conservadora: a luta pela manutenção do absolutismo na Europa A derrota de Napoleão em 1814 levou diplomatas e ministros europeus a se reunirem na cidade de Viena, na Áustria, com o objetivo de reorganizar politicamente o continente. Por mais de 15 anos, sucessivas guerras haviam alterado bastante a configuração dos países. Reis haviam sido depostos e substituídos por pessoas indicadas por Napoleão, que, muitas vezes, alteraram as leis dos Estados que controlavam. No Congresso de Viena, as principais potências reunidas foram Inglaterra, Áustria, Prússia, Rússia e França, embora derrotada. Com exceção da Inglaterra, todos os outros países eram governados por monarquias absolutistas e, por isso, esses soberanos buscaram restabelecer na Europa a ordem social que fora abalada a partir de 1789, com a Revolução Francesa, e apagar as novas ideias defendidas durante o processo revolucionário e o período napoleônico. Uma das decisões tomadas pelo Congresso de Viena foi a restauração dinástica, determinando que todas as famílias que reinavam antes de 1789 tinham o direito de retomar suas Coroas. Era o princípio da legitimidade. Na França, Luís XVIII, irmão de Luís XVI, tornou-se rei, comprometendo-se a respeitar algumas das leis estabelecidas durante o período republicano. Uma segunda preocupação do Congresso de Viena foi estabelecer um equilíbrio de forças entre as principais potências europeias. Por isso, o continente foi dividido em áreas de influência, de modo que, aparentemente, não houvesse razões de conflitos e guerras entre as principais monarquias. Mas isso não pôs fim às disputas econômicas e ideológicas entre elas. Observe n o mapa que se segue a configuração europeia após o Congresso de Viena: