C APÍTULO 7 :: 83
Europa após o Congresso de Viena
Reino da Suécia
Reino da
Dinamarca
Oceano
Atlântico
Reino de
Portugal
Reino Unido
da Grã-Bretanha
e Irlanda
Reino da
França
Estados
Estados
Pontifícios
Pontifícios
Reino das
Duas Sicílias
Mar Mediterrâneo
Baviera Im p
ério d
a Áustr
Reino da
ia
Lombardia
e Venecia
Reino de
Piemonte
e Sardenha
Saxônia
Império Russo
o
Rein
da nia
Polô
Reino da
Espanha
Reino da
Prussia
Limite da Confederação Germânica
Fonte: Adaptado de Jacques de Marseille et alii. Histoire 2 e. L’Europe et Le Monde vers 1780. Paris: Nathan, 1993.
Liderados pelo czar da Rússia, os representantes da Prússia, Áustria e
França organizaram a Santa Aliança, através da qual os reis desses países se
comprometiam a prestar ajuda mútua caso algum movimento revolucionário
surgisse. Assim, buscavam se precaver contra projetos de mudança social baseadas
nos princípios liberais que limitassem seus poderes.
Entretanto, nas décadas seguintes ao Congresso de Viena, a força dos ideais
liberais e da Revolução Francesa cresceu continuamente, a despeito da vontade
dos soberanos absolutistas. A crítica ao poder absoluto, a reivindicação de maior
participação da sociedade no poder político e da redação de uma Constituição, a
defesa da liberdade religiosa e o fortalecimento da crença na igualdade entre as
pessoas adquiriram cada vez mais adeptos em vários países europeus.
Em 1820, ocorreram movimentos de caráter liberal na Espanha, Portugal,
Piemonte e Nápoles, exigindo que os soberanos aceitassem a elaboração de uma
Constituição e a divisão de poderes. Todos os movimentos foram controlados pelo
governo, mas demonstraram que a monarquia absoluta tinha cada vez menos
apoio da população, principalmente entre os setores burgueses e de profissionais
liberais urbanos.
Não é à toa que, dez anos depois, um novo movimento liberal sacudiu
a Europa, desta vez surgindo na França e alcançando seu objetivo: depor um
rei que defendia o absolutismo monárquico, instalando no poder um monarca
comprometido com o respeito à Constituição elaborada pelo poder Legislativo. Os
acontecimentos franceses repercutiram em várias regiões da Europa, estimulando
a organização de movimentos antiabsolutistas na Bélgica, norte da Itália, regiões
alemãs e Polônia.
Na primeira metade do século XIX, a Europa que podemos visualizar mostra
uma série de novidades em comparação com o início do século XVIII, onde
iniciamos este capítulo. O mundo da fábrica se propagava da Inglaterra para o
continente, levando ao crescimento das cidades, ao enriquecimento da burguesia
industrial e ao aparecimento da classe trabalhadora. Ao mesmo tempo, as ideias
de igualdade e liberdade ganhavam vários sentidos para os agentes sociais e eram
utilizadas para criticar fortemente a ordem social. A sociedade contemporânea,
industrial e liberal, crescia e aparecia, no seio da sociedade de Antigo Regime,
causando conflitos, rupturas, alianças... na Europa e também fora dela.
Linha do tempo
XVII
Revoluções Inglesas
(1640–1689)
Iluminismo
(1ª metade do século XVIII)
XVIII
XIX
Revolução Francesa
(1789–1799)
Período Napoleônico
(1799–1815)
Revolução Industrial
(séculos XVIII e XIX)