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116 :: H ISTÓRIA :: M ÓDULO 1 Esse grande movimento de ocupação de novas terras e crescimento populacional vinha acompanhado por um tipo de pensamento que o justificava e estimulava: era a ideia do Destino Manifesto, que apresentava a expansão para oeste como um caminho colocado por Deus nas vidas dos habitantes dos Estados Unidos. Essa ideia defendia que eles eram o povo escolhido para tal destino, e por isso eram superiores; entre todos, eram os mais capazes de dominar aquela terra. Os pastores das igrejas protestantes dos Estados Unidos tiveram um importante papel na defesa dessa ideia, muitas vezes apoiando-se na Bíblia e utilizando exemplos na História do cristianismo para defender até mesmo a guerra. O Destino Manifesto incorporava uma ideia racista de superioridade dos brancos sobre os demais, justificando ao mesmo tempo o massacre dos índios e mexicanos que resistissem à ocupação de suas terras e a escravidão africana. Entretanto, ao mesmo tempo, a resistência à escravidão crescia nos EUA. concentrada em poucas mãos. Apenas um terço das famílias brancas tinha escravos e, entre estas, a maioria possuía somente um ou dois cativos. Cerca de oito mil plantadores tinham cinquenta ou mais escravos e onze tinham quinhentos ou mais. Assim como em toda a América escravista, era longa a história da luta contra o cativeiro nos Estados Unidos. Episódios de rebeldia ocorreram durante todo o tempo da escravidão nas Américas e os EUA não foram uma exceção à regra. Quando houve a grande rebelião escrava no Haiti, no século XVIII (ver capítulo 8), os proprietários escravistas do sul se amedrontaram muito, temendo novos levantes inspirados nas vitórias dos negros caribenhos. A luta contra a escravidão também teve ex-escravos entre seus participantes. Houve muitos libertos que se arriscaram na perigosa tarefa de apoiar fugas de escravos, sobretudo no século XIX. O Canadá era o lugar preferencial de destino e lá se chegava por uma rede clandestina de apoio aos que escapavam. Eram as chamadas “estradas de ferro subterrâneas”. Uma das mais importantes figuras históricas nessas redes de fuga foi uma mulher, ex-escrava, chamada Harriet Tubman, considerada como um símbolo da luta do povo negro norte-americano. A luta contra a escravidão Até o século XVIII, os escravos nos EUA se localizavam principalmente nas áreas de produção de tabaco nas regiões da Virgínia e Maryland. Em 1790, um quinto da população dessa área era formada por cativos. E mesmo com a proibição do tráfico de escravos africanos em 1808, aproximadamente 250 mil foram introduzidos nos Estados Unidos até 1860. No século XIX, foram sendo levados em grandes quantidades para o sul, na direção da Geórgia, onde se desenvolveram as plantações de algodão estimuladas pelo crescimento da indústria têxtil. Esse algodão sulista, produzido pela mão de obra escravizada, alimentou não apenas as tecelagens europeias, mas as nascentes fábricas do seu país. No sul dos Estados Unidos, em meados do século XIX, a propriedade escrava era Norte e sul em conflito: a Guerra de Secessão (1861-1865) :: Secessão :: Quer dizer separação, divisão. O nome Guerra de Secessão refere-se à declaração dos estados do sul separando-se do restante DO PAÓS LOGO APØS A ELEI ÎO DE !BRAÎO ,INCOLN   Compromisso do Missouri New Hampshire Vermont Território sem organizar Maine 1820 Massachussets Wisconsin Michigan Nova York Pensilvania Illinois Indiana 1818 1816 Ohio 1803 Maryland Rhode Island Connecticut Nova Jersey Delaware Virginia Kentucky 1792 Carolina do Norte e 1796 Tenesse Carolina do Sul Território do Arkansas ipi s s i s Georgia Mis 817 Alabama 1 1819 Misouri 1821 Linha do Acordo do Misouri 36º30” Louisiana 1812 Território da Flórida Fonte: ABELLAN, J.A. Lacomba e outros. Historia Contemporánea I. Madrid: Editorial Alhambra, 1988