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AMAZÔNIA JULHO 2019

Pudemos observar ao longo do caminho, alguns animais característicos da área, como o macaco-aranha de cara branca, por exemplo, considerado como a espécie-bandeira das ações de gerência do hotel, além de árvores como a castanheira do Brasil (Bertholletia excelsa). Destaca-se que a maior parte do público hóspede do hotel é constituída de turistas estrangeiros, interessados e preocupados, na maioria das vezes, em estudar a situação química, biológica e dos efeitos da ação antrópica sobre os elementos hídricos da região. (Figuras 17, 18 e 19).

Pensando na construção das diferentes visões sobre a Amazônia, um dos focos centrais de análise da disciplina, a experiência dentro do hotel, junto da presença e os relatos de vivência contados pela Mariana, auxiliaram na melhor compreensão do complexo panorama de agentes e atores que marcam e reproduzem as muitas “amazônias” existentes.

Como exemplo, nos contou sobre a história de seu pai, migrante da Região Sul e que veio para Alta Floresta a partir de uma das muitas ondas migratórias, voltadas à colonização das terras locais. Entretanto, ele atualmente faz maior uso de técnicas agroecológicas, vislumbrando num futuro próximo, poder transformar até mesmo sua propriedade numa estação ecológica privada, aberta para visitação turística.

Ela comentou dessa forma, que ocorreu uma mudança, em termos de conscientização ambiental, por parte da população local em geral, sobretudo, em relação às ações de desmatamento e do avanço das práticas agrícolas capitalistas, entendidos como “estabilizados” atualmente, de uma forma genérica.

Figuras 17, 18 e 19: Registro com o zoom da câmera de um macaco-aranha de cara branca (17); uma das muitas castanheiras do Brasil ao fundo (18); existência de um pequeno lago ao lado do caminho de término da trilha. Fonte: Saliba e Castanheira, 2019.

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