Minha primeira publicação | Page 24

Pensando na construção das diferentes visões sobre a Amazônia, um dos focos centrais de análise da disciplina, a experiência dentro do hotel, junto da presença e os relatos de vivência contados pela Mariana, auxiliaram na melhor compreensão do complexo panorama de agentes e atores que marcam e reproduzem as muitas “amazônias” existentes.

Ela comentou dessa forma, que ocorreu uma mudança, em termos de conscientização ambiental, por parte da população local em geral, sobretudo, em relação às ações de desmatamento e do avanço das práticas agrícolas capitalistas, entendidos como “estabilizados” atualmente, de uma forma genérica.

Como exemplo, nos contou sobre a história de seu pai, migrante da Região Sul e que veio para Alta Floresta a partir de uma das muitas ondas migratórias, voltadas à colonização das terras locais. Entretanto, ele atualmente faz maior uso de técnicas agroecológicas, vislumbrando num futuro próximo, poder transformar até mesmo sua propriedade numa estação ecológica privada, aberta para visitação turística.

Roda de conversa no SISCOS com representantes de duas diferentes etnias e comunidades indígenas

Para encerrar o dia tivemos uma roda de conversa realizada numa praça pública de Alta Floresta, junto a um espaço de vendas de produtos distribuídos pelo SISCOS (Sistema de Comercialização Solidária). Os convidados foram dois jovens representantes de suas etnias e nações indígenas, Cândido Munduruku e Darlison Apiaká, cujas comunidades estão localizadas em diferentes áreas na parte baixa do Rio Teles Pires, mas que passam a maior parte de suas semanas na cidade, fazendo faculdades. Eles são pessoas muito ativas, em termos de mobilizar e de pensar em estratégias que agreguem forças e deem respaldos para as lutas de r-existência cotidiana de suas famílias, que vêm sendo fortemente impactado.

Houve também depois, a apresentação de Fabiano, um profissional que trabalha com educação indígena em alguns povoados, falando sobre o tema da territorialidade dos Kayabis. (Figura 20).

Figura 20: Registro fotográfico simbólico, de união entre a turma de Geografia e os estudantes- militantes indígenas

Fonte: Alves, 2019.

AMAZÔNIA JULHO 2019