Meia-volta, volver
foi o caso de Clair, que avalia os dias passados na
prisão em São Paulo como um episódio marcante de
sua vida que teve um lado ruim e um lado bom.
“
“Um lado é negativo porque se
conheceu e se vivenciou uma situação
diferenciada de prisão, tortura. Do
outro lado, signifi ca uma experiência
de vida que se pode levar para os
outros, levar uma mensagem de que
nós não podemos admitir a tortura, esse
tipo de regime autoritário. São lições
que a vida nos dá, e isso nos tempera,
acho que essas pessoas que sofreram
esse tipo de arbitrariedades estão mais
calejadas, estão temperadas a aço”.
IV) Doutora Clair
“
Clair da Flora Martins não se arrepende de nada.
Considera-se, acima de tudo, uma militante social,
incapaz de deixar a frente de uma luta. Com o fi m da
Ditadura, começou a exercer a profi ssão para a qual
tinha se formado, antes de seu primeiro contato com
a ação da repressão. É hoje uma renomada advogada
trabalhista. Depois de Olga e Tânia, assumiu seu terceiro
codinome: Doutora, como é chamada pelos milhares
de trabalhadores que já defendeu nos tribunais. Conta
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