Que bom te ver viva
política do país e criar novos focos de resistência.
Grande parte dos ideais do grupo eram distribuídos pelo
jornal “Libertação”, e a comunicação dos militantes
do partido com a sociedade se deu de maneira mensal
por meio do impresso, de 1968 a 1975, sem nunca ter
sido apreendido pelo regime. O trabalho de divulgação
também era realizado via pichações públicas com
palavras libertárias, ou pelas panfl etagens nas fábricas,
mas da maneira mais cautelosa possível, pois poderiam
ser reconhecidos a qualquer momento e denunciados.
“
Alguém iria chamar a polícia e nós
iríamos ser presos. Então nós fazíamos os
panfl etos em mimeógrafos clandestinos.
Colocávamos esses panfl etos no arame
furado e de madrugada nós íamos nas
portas das fábricas colocar esses arames
com os panfl etos. Aí, a pessoa que
entrava pegava o panfl eto na entrada.
Não havia ninguém distribuindo, mas
os panfl etos estavam lá. Era a forma
de comunicação.
“
Entre os ativistas, a comunicação era feita de modo
ainda mais minucioso com um sistema sofi sticado de
informações. As reuniões clandestinas, por exemplo,
difi cilmente seriam na casa de algum militante.
Quando eram, marcava-se um ponto de encontro em
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