Meia-volta, volver
depoimento. Mas era uma insegurança muito grande
para qualquer cidadão ir a uma delegacia de política
social.” Por seu trabalho junto aos movimentos
estudantis, bancários e operários que se iniciavam na
capital paranaense, Clair tornou-se uma pessoa visada
pelo controle militar e suas “subversões” trouxeram
a repressão à sua face em uma noite que havia sido
reservada para a alegria.
Por estar ciente dos riscos que seu comparecimento
implicaria, a recém-formada não atendeu ao chamado
e, a partir dessa data, adquiriu o status de foragida
perante os órgãos de segurança pública nacional. A
atenção voltada a Clair fez com que a militante não
permanecesse por muito mais tempo em Curitiba,
onde era conhecida e poderia facilmente ser presa por
policiais a qualquer instante.
Os perigos de permanecer na capital paranaense,
aliados ao seu reconhecimento dentro do partido
como ativista de grande articulação social, fizeram
com que fosse transferida para a capital paulista na
clandestinidade. Sua missão em São Paulo, além da
preservação da própria vida, seria a atuação junto aos
setores operários e camponeses, entendidos pelo Ação
Popular como áreas com um déficit de engajamento
social. Por meio da conscientização coletiva, a
ideia do partido era organizar os trabalhadores para
reivindicações da categoria no tocante às relações
trabalhistas e às liberdades democráticas.
Uma das dirigentes do partido, Clair também
participava da coordenação de associações de
moradores, com o objetivo de discutir a situação
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