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Ditadura Militar: o período dos anos de chumbo madrugada de 31 de março de 1964, tropas militares marcharam para o Rio de Janeiro, onde se encontrava o presidente, para destituí-lo. Viaturas, carros e blindados tomaram conta das ruas das principais cidades do país. Sindicatos, associações e partidos políticos que apoiavam as reformas do governo tiveram suas sedes destruídas e tomadas por militares. Não demorou para que Jango se exilasse no Uruguai. O Senado Federal declarou vaga a Presidência da República e empossou o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, no cargo, ainda que de maneira decorativa: quem passou a governar o país, dali em diante, foi o Exército. O regime começou com a perseguição aos políticos opositores, cassando mandatos e suspendendo seus direitos políticos. Os partidos foram dissolvidos, e o bipartidarismo instituído. Só existiriam, então, dois grandes partidos. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que seria considerado como uma oposição, apesar de ter atuação limitada; e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), dos próprios militares. Essas medidas foram implantadas por meio dos Atos Institucionais de número 1 e 2, que faziam modificações que a Constituição Federal de 1946 não permitia. Entre 1964 e 1967, o governo Castello Branco convocou o Ato de número 3, para instaurar a eleição indireta de governadores, e o de número 4, que convocou o Congresso Nacional para votar a favor de uma nova Constituição, que regulamentou e institucionalizou de vez o governo militar. Foram criados órgãos de 17