Meia-volta, volver
deveria assumir o posto. No entanto, estava em
viagem à China e enfrentou a expedição de um veto
à sua posse, articulado por ministros militares. A
manobra, que sustentava a ideia de que “Jango”
defendia preceitos de esquerda, violava a Constituição
e não foi aceita por vários setores da população, que
passaram a se mobilizar com manifestações e greves.
Diante da iminência de uma guerra civil, ocorreram
negociações, e o Congresso estabeleceu a proposta
de Emenda Constitucional número 4, que instituiu o
parlamentarismo no Brasil. Dessa forma, permitiu-se
a posse de Jango, em 1961, ainda que com poderes
limitados.
Em 1963, um plebiscito pôs fim ao sistema
parlamentarista republicano, e Goulart adquiriu plenos
poderes presidenciais para decretar suas medidas. Já
no ano seguinte, Jango anunciou reformas de base, a
exemplo da desapropriação de terras, da nacionalização
das refinarias de petróleo e da taxação de grandes
fortunas. Somadas aos altos índices de inflação
e instabilidade econômica, herdadas do governo
Juscelino Kubitschek, tais medidas não foram bem
vistas por setores conservadores da sociedade brasileira,
especialmente pelas Forças Armadas, Igreja Católica e
organizações da sociedade civil, as quais temiam, mais
do que nunca, a instauração de um regime socialista
similar ao praticado em Cuba.
Manifestações como a Marcha da Família com
Deus pela Liberdade mobilizaram a população, e o
discurso de intervenção militar, a fim de depor Jango,
ganhava cada vez mais adeptos na sociedade. Na
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