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Maria da Penha. Essa lei representou um marco no enfrentamento da estrutura patriarcal opressora na sociedade brasileira. Esse dispositivo legal vem se mostrando ineficaz, em certa medida já que casos de mulheres que denunciam várias vezes seus agressores têm se multiplicado sem que elas recebam qualquer tipo de auxílio, morrendo, muitas vezes, esperando por eles.

com, tentam esclarecer e induzir as mulheres a entenderem o que seria um abuso sutil e passível de denúncia, já que a maioria delas se acostuma às agressões e passam a conviver normalmente com aquilo no cotidiano.

As questões tratadas acima foram todos de caráter pessoal, ou seja, parte do ideal de cada sociedade, isto é, tudo parte do pensamento moral e ético das pessoas. Porém, é importante tratar das legislações. No Brasil, a lei mais conhecida que visa combater violência doméstica é a Lei

“[...] o menino não é educado a respeitar a mulher, mas sim desejá-la desde sempre [...]”

Além disso, é mais uma prova do baixo número de denúncias julgadas e o não acompanhamento psicológico e educacional dos agressores e agredidos como consta na lei.

Os problemas apresentados são muitos e todos são bem relevantes, mas em sua maioria podem ser resolvidos com uma melhora significativa da conscientização da população de que homens e mulheres devem possuir direitos iguais e isso pode ser alcançado através de ações

Para comprovar a afirmativa anterior pode-se usar os dados obtidos em 2013 pelo governo, no qual ocorreu 37.582 denuncias através do 180, mas 4762 mulheres foram mortas por violência doméstica. Isso representa cerca de 13% de mulheres que denunciaram e se tornaram vitimas do feminicídio. Por outro lado, a lei não é intimidadora para os agressores, muito provavelmente, devido à certeza da ineficácia do sistema penal brasileiro com penas mínimas e poucos órgãos capazes de fazer cumprir a lei em sua plenitude.