Império Caído Volume 1 | Seite 8

— Conseguiu achar? — Uma só, está difícil achar esse tipo de árvore. — Não tem muitas mesmo, se precisarmos de mais acho que você vai ter que ir buscar na cidade vizinha. — Acho que sim. Deixei a madeira que trouxe no galpão onde meu pai trabalhava, não foi muito, teria que passar o dia seguinte inteiro para trazer a árvore inteira, pedaço por pedaço. O jantar estava delicioso como sempre, minha mãe sempre foi a melhor cozinheira da vila, conseguia brincar com os sabores da carne e dos temperos com uma artista pintando uma tela. Rex estava cabisbaixo, acho que o caminho cansou ele, ficou ali no pé da mesa roendo os ossos que meu pai lhe dera. — Pai, de quem é o milharal depois da floresta? — Milharal? Aquela terra ainda é do velho Epigeu, amor? — Acho que não, querido. — minha mãe respondeu pensativa. — Ele não tinha vendido para o seu Ícaro no verão? — Verdade, tinha esquecido, não sabia que o Ícaro estava plantando milho agora. Achei que tinha comprado para criar gado. A conversa acabou logo e nos retiramos, eu sonhei durante aquela noite. Sonhei com o milharal verdejante crescendo e crescendo, subindo acima das árvores, se erguendo além das nuvens e, por fim, tocando o sol e o envolvendo. Acordei com o Rex latindo na minha porta, achei que ele queria ir passear, mas assim que abri a porta ele entrou correndo e se deitou na minha cama. Cachorro bobo. Depois do desjejum fui pegar o resto da madeira, estava amarelada e cheia de fungos, levou um bom tempo para limpar, mas, ainda assim, consegui levar a madeira toda antes do anoitecer.