"As diferenças salariais de gênero persistem como obstáculo para a autonomia econômica das mulheres e a superação da pobreza e da desigualdade na região"
As mulheres estão predominando nas universidades e mesmo assim continuam a receber salários menores que os homens. “As desigualdades de gênero e raça vêm diminuindo, mas permanecem altas, principalmente no mercado de trabalho e nas esferas de poder”, afirmou a coordenadora-presidente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Kim Bolduc.
Segundo o relatório, as mulheres têm mais acesso que os homens aos três níveis de escolaridade: fundamental, médio e superior e, quanto mais se avança na escala de escolaridade, maior a proporção de mulheres entre os estudantes. A diferença se acentua na chegada à universidade, onde o número de mulheres é 30,8% maior que o de homens. Os dados utilizados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2005. No entanto, esse avanço educacional por parte das mulheres, não garante a sua entrada no mercado de trabalho e nem igualdade salarial com os homens que ocupam a mesma posição ;
Desigualdade salarial nos EUA
Em Nova York, durante a cerimônia do Oscar de 2015, a atriz Patricia Arquette no seu discurso abordou um tema muito importante, a desigualdade salarial, e falou o seguinte a respeito: “É hora de ter igualdade de salários de uma vez por todas nos Estados Unidos da América”.
Em 2013, as mulheres ganharam o equivalente a 78,3% do que receberam os homens, um avanço comparado a 2012, quando a proporção foi de 76,5%. Atualmente, o estado de Nova York é o mais próximo da igualdade salarial entre gêneros, com as mulheres ganhando 87,6% da renda dos homens, mesmo assim, a igualdade salarial continua sendo algo longe no horizonte norte-americano
Para inverter esse quadro, em 2013, a senadora Kirsten Gillibrand do partido Democrata, criou um projeto de lei a nível federal que obrigaria os empregadores a oferecerem três meses de licença maternidade, pagando 66% do valor do salário, o Family Act. No entanto, esse projeto está parado no Congresso há mais de um ano. Mesmo que fosse aprovado, não iria corrigir completamente um sistema que afeta metade da força de trabalho americana. Em um país onde a renda familiar média é de $ 53.000 ao ano, 66% de um salário pode não ser suficiente para sustentar uma família inteira.