Grupo Marcos - Magnetismo Grupo Marcos - Magnetismo | Page 80
? Aconselhe-m e, Espír ito gener oso e am igo,
que tão bem m e conhece o m ar tír io
silencioso!
O inter locutor , na intenção de destr uir a
célula ilum inativa que funcionava com
im enso pr oveito no santuár io dom éstico da
jovem senhor a, assediada agor a por seus
ar gum entos adocicados e venenosos,
obser vou com m alícia:
? A senhor a não nasceu com a vocação do
picadeir o. N ão per m ita a tr ansfor m ação
de sua casa em sala de espetáculo. Seu
m ar ido
e
suas
r elações
sociais
exager am -lhe as faculdades. Pr ecisa ainda
de longo tem po par a desenvolver -se
suficientem ente.
E envolvendo-a nos pesados véus da dúvida
que anulam tantos tr abalhador es bem
intencionados, aduziu:
? Já m editou bastante na m istificação
inconsciente? Está convencida de que não
engana
os outr os? É indispensável
acautelar -se.
Se estudar a gr ave questão do Espir itism o,
com inteligência e acer to, r econhecer á que
as m ensagens escr itas por seu inter m édio e
as
incor por ações
de
entidades
supostam ente benfeitor as não passam de
pálidas
influências
de
Espír itos
per tur bados e de alta per centagem dos
pr odutos de seu pr ópr io cér ebr o e de sua
sensibilidade agitada pelas exigências
descabidas das pessoas que lhe fr eqüentam
a casa. N ão vê a plena consciência com que
se entr ega ao im aginado inter câm bio? N ão
cr eia em possibilidades que não possui.
Tr ate de pr eser var a dignidade de sua casa,
m esm o por que seu esposo não tem outr o
objetivo senão o de utilizar -lhe a
cr edulidade excessiva, lançando-a a tr iste
aventur a do r idículo.
A pobr e cr iatur a, tão ingênua e pr estim osa,
r egistr ava com visível ter r or aquela
conceituação do assunto.
Espantado com a passividade de Sidônio,
ante aquele assalto, ender ecei-lhe a
palavr a,
r espeitoso,
por ém
m enos
tr anqüilo:
? N ão ser á r azoável defendê-la?
Ele sor r iu com pr eensivam ente e elucidou:
? Todavia, que fizem os, há poucas hor as, no
culto da pr ece e do socor r o fr ater nal, senão
pr epar á-la à pr ópr ia defensiva? Tr abalhou
m ediunicam ente conosco; ouviu for m osa e
com ovedor a pr e leção evangélica contr a os
per igos do egoísm o enfer m iço; colabor ou,
decidida, par a que o bem se concr etizasse e
ela pr ópr ia em pr estou-nos os lábios a fim
de ensinar m os pr incípios de salvação em
nom e do Cr isto, a quem dever ia confiar -se.
Entr etanto, apenas por que o esposo se
dispôs a justa gentileza com as dam as que
lhe buscar am a com panhia esclar ecedor a e
fr ater na, obscur eceu o pensam ento no
ciúm e destr uidor e per deu o equilíbr io
íntim o, entr egando-se, iner m e, a entidades
que lhe explor am o sentim entalism o.
Fez significativo gesto, apontando
m alfeitor es desencar nados, e explicou:
os
?
Estes
com panheir os
r etar dados
pr ocedem com os m édiuns à m aneir a de
ladr ões que, depois de saquear em um a
casa, acor dam o dono, hipnotizam -no e
obr igam -no
a
tom ar -lhes o
lugar ,
com pelindo- o a sentir -se na condição de
m entir oso e m istificador . Apr oxim am -se
da m ente invigilante, dilacer am -lhe a
har m onia, fur tam -lhe a tr anqüilidade e,
depois, com sar casm o im per ceptível e sutil,
obr igam -na a acr editar -se fantasiosa e
despr ezível. M uitos m issionár ios se deixam
atr opelar pela falsa ar gum entação que
acabam os de ouvir e m enospr ezam as
sublim es opor tunidades de estender o bem ,
atr avés de pr eciosa sem enteir a que lhes
enr iqueça o futur o.
? M as não há r ecur so ? inquir i,
sensibilizado ? de afastar sem elhantes
m alfeitor es?
? Sem dúvida ? elucidou Sidônio, bem
hum or ado ?, em toda par te existe
contenção
e
panacéia,
r em ediando
situações pela violência ou pelo engodo
pr ejudiciais, m as, na intim idade de nossa
tar efa, que ser á m ais aconselhável?
Espantar m oscas ou cur ar a fer ida?