Grupo Marcos - Magnetismo Grupo Marcos - Magnetismo | Page 81
Sor r iu, enigm ático, e pr osseguiu:
? Tais dificuldades são lições valiosas que o
Espír ito do m edianeir o, entr e encar nados e
desencar nados,
deve
apr oveitar
em
benditas exper iências e não nos com pete
subtr air o ensinam ento ao apr endiz.
Enquanto um tr abalhador da m ediunidade
em pr esta ouvido. a histór ias que lhe
lisonjeiem a esfer a pessoal, disso fazendo
condição par a cooper ar na obr a do bem ,
quer
dizer
que
ainda
estim a
o
per sonalism o infer ior e o fenôm eno, acim a
do ser viço que lhe cabe no plano divino.
N essa posição, dem or ar -se-á longo tem po
entr e desencar nados ociosos que disputam
a m esm a pr esa, anulando valiosa ocasião
de elevar -se, por que, depois de cer to tem po
de
auxílio
desapr oveitado,
per de
pr ovisor iam ente a com panhia edificante
de ir m ãos m ais evolvidos que tudo fazem
inutilm ente pelo r eer guer no cam inho.
Então cai vibr ator iam ente no nível m or al a
que se ajusta, convive com as entidades
cujo contacto pr efer e e acor da, m ais tar de,
ver ificando as hor as pr eciosas que
despr ezou. A esse tem po, o obsidente de
Dona I saur a afir m ava-lhe, palr ador .
? Estude a senhor a o pr ópr io caso. Consulte
cientistas com petentes.
Leia as últim as novidades em psicanálise e
não
per ca
sua
opor tunidade
de
r estaur ação, sob pena de enlouquecer . E
com entava, sacr ílego:
? Falo-lhe em nom e das Esfer as Super ior es
na qualidade de am igo fiel.
? Sim ? com pr eendo? ? concor dava a
inter locutor a, tím ida e desapontada.
N esse m om ento, Sidônio abeir ou-se do
gr upo e fez-se visível par a Dona I saur a,
hipnotizada pelos per seguidor es, e a
m édium r egistr ou-lhe a pr esença com
algum a dificuldade, exclam ando:
? Vejo Sidônio, nosso devotado am igo
espir itual!
O ver boso obsessor , que de m aneir a
algum a per cebia a nossa vizinhança, em
vir tude do baixo padr ão em ocional em que
se m antinha, zom bou, fr anco:
? N ada disso. A senhor a nada vê. É pur a
ilusão. Abandone o vicio m ental par a
fur tar -se a m aior es desequilíbr ios.
Sidônio voltou algo tr iste e infor m ou sem
r ebuços:
? Desde o instante em que I saur a se
pr ojetou na zona som br ia do ciúm e, tem a
m atér ia m ental em posição difícil e não se
acha em condições de com pr eender -m e.
M as, poder em os socor r ê-la de outr o m odo.
Em volitação r ápida, no que foi seguido por
m im , encontr ou o m ar ido da m edianeir a
num a r eunião instr utiva, junto de vár ios
am igos espir ituais, e r ecom endou-lhe
tom ar o cor po físico sem per da de tem po, a
fim de auxiliar a esposa em dificuldade.
O ir m ão Silva não hesitou. Em br eve,
r egr essava
à
câm ar a
conjugal,
r eapossando-se do veículo denso.
O cor po da senhor a, ao lado dele, ar fava
em r eiter adas contor ções, acor r entado a
indizível pesadelo.
Dócil à influenciação de Sidônio, pr ocur ou
desper tá-la,
sacudindo-lhe
o
busto,
delicadam ente. I saur a, em copioso pr anto,
r etor nou ao cam po car nal sem detença,
abr indo os olhos assustadiços:
? Oh! com o sou infeliz!
angustiada ? estou sozinha!
?
br adou,
Sidônio, quase incor por ado ao m ar ido
com placente e bondoso, levava-o a falar ,
constr utivam ente:
? Lem br a-te, quer ida, de nossa fé e de
quanto tem os r ecebido de nossos am ados
benfeitor es espir ituais!
? N ada disso! ? r etr ucou, ir r itada.
? Com o assim ? ? tor nou ele, paciente ? não
tem os sido tão am par ados, atr avés de tua
pr ópr ia m ediunidade?
? N unca! nunca? ? pr otestou a pobr e
senhor a ?, tudo é um a far sa. As m ensagens
que r ecebo são pur a atividade de m inha
im aginação. Tudo é expr essão de m im
m esm a.