Grupo Marcos - Magnetismo Grupo Marcos - Magnetismo | Page 79

Depois de pacientes elucidações, Sidônio concluiu num sor r iso m elancólico: ? Educação não vem por im posição. Cada Espír ito dever á a si m esm o a ascensão sublim e ou a queda deplor ável. A esse tem po, acom panhávam os a senhor a Silva, for a do cor po de car ne, a fugir de seu dom icílio par a a via pública. Estugou o passo até encontr ar velha casa desabitada, a cuja som br a se lhe depar ar am dois m alfeitor es desencar nados, inim igos sagazes do ser viço de liber tação espir itual de que se conver ter a em devotada ser vidor a. É evidente que a esper avam com o pr opósito deliber ado de intoxicar -lhe o pensam ento. Abeir ar am -se dela, am istosos e m acios, sem se aper ceber em da nossa pr esença. ? Com que então, Dona I saur a ? disse um dos em busteir os, apr esentando na voz m entir oso acento de com paixão ?, a senhor a tem sofr ido bastante em seus r espeitáveis sentim entos de m ulher ? ? Ah! m eu am igo ? clam ou a inter pelada visivelm ente satisfeita por encontr ar alguém que se lhe associasse às dor es im aginár ias e infantis ?, então, o senhor tam bém sabe? ? Com o não? ? com entou o inter locutor , enfático ? sou um dos Espír itos que a ?pr otegem ? e sei que seu esposo lhe tem sido desalm ado ver dugo. A fim de ?ajudá-la?, tenho seguido o infeliz, por toda par te, sur pr eendendo-lhe as tr aições aos com pr om issos dom ésticos. D. I saur a, em fingido am igo. lágr im as, confiou-se ao ? Sim ? gr itou, m olestada ?, esta é que é a ver dade! Sofr o infinitam ente? N ão existe neste m undo cr iatur a m ais desventur ada que eu? ? Reconheço ? acentuou o loquaz per seguidor ?, r econheço a extensão de seus padecim entos m or ais, vejo-lhe o esfor ço e o sacr ifício e não ignor o que seu m ar ido eleva a voz nas pr eces, atr avés das sessões habituais, par a sim plesm ente acober tar as pr ópr ias culpas. Por vezes, em plena or ação, entr ega-se a pensam entos de lascívia, fixando senhor as que lhe fr eqüentam o lar . Envolvendo a m édium im pr evidente na m elifluidade das fr ases, aduzia: ? É um absur do! Dói-m e vê-la algem ada a um patife m ascar ado de apóstolo. ? É isto m esm o? ? confir m ava a pobr e senhor a, qual se for a andor inha delicada, por tador a de im por tante m ensagem , r epentinam ente pr esa num tabuleir o de m el ?, estou r odeada de gente desonesta. N unca sofr i tanto! I ndicando o infor m ou-m e: quadr o tr iste, Sidônio ? Antes de tudo, os agentes da desar m onia per tur bam -lhe os sentim entos de m ulher , par a, em seguida, lhe aniquilar em as possibilidades de m issionár ia. O ciúm e e o egoísm o constituem por tas fáceis de acesso à obsessão ar r asador a do bem . Pelo exclusivism o afetivo, a m édium , nesta conver sação, já se ligou m entalm ente aos ar dilosos adver sár ios de seus com pr om issos sublim es. Deixando tr anspar ecer acr escentou: im ensa tr isteza, ? Repar a. O inteligente obsessor abr açou a senhor a, par cialm ente desligada do cor po físico, e pr osseguiu: ? Dona I saur a, acr edite que som os seus leais am igos. E os pr otetor es ver dadeir os são aqueles que, com o nós, lhe conhecem os padecim entos ocultos. N ão é justo que se subm eta às ar bitr ar iedades do m ar ido infiel. Abstenha-se de r eceber -lhe o séquito de com panheir os hipócr itas, inter essados em or ações coletivas, que m ais se assem elham a palhaçadas inúteis. É um per igo entr egar -se a pr áticas m ediúnicas, qual vem fazendo em com panhia de gente dessa espécie? Tom e cuidado!? A m édium invigilante ar r egalou os olhos, im pr essionada com a estr anha inflexão im pr essa nas palavr as ouvidas, e gr itou: