Grupo Marcos - Magnetismo Grupo Marcos - Magnetismo | Page 78
? Por enquanto ? explicou-m e a cer ta
altur a da útil palestr a ?, este dom icílio está
sob a guar da dos nossos pr ocessos de
vigilância. assinalar -nos a pr esença; entr e tanto,
per cebia-nos,
instintivam ente,
as
vibr ações m entais e dem onstr ava tem er o
contacto espir itual conosco.
Entidades per tur bador as ou cr im inosas
não dispõem de acesso até aqui, m as nossa
am iga, tr anstor nada pelo ciúm e, vai, ela
m esm a, ao encalço de m aus conselheir os.
Esper em os que abandone o veículo de
car ne, sob a ação do sono, e ver ás, de
per to. O benfeitor explicou-m e que poder ia
constr angê-la a ouvir -nos, obr igando-a a
subm eter -se, sem r eser vas, à nossa
influência; no entanto, sem elhante atitude
de nosso lado im plicar ia a supr essão
indébita das possibilidades educativas.
I saur a, no fundo, er a senhor a do pr ópr io
destino e, na exper iência íntim a, dispunha
do dir eito de er r ar par a m elhor apr ender ?
o m ais acer tado cam inho de defesa da
pr ópr ia felicidade. Ali estava, a fim de
ajudá-la, quanto possível, na pr eser vação
das for ças físicas, m as não par a algem á-la
a atitudes com que ainda não pudesse
concor dar espontaneam ente, nem m esm o
em nom e do bem que não r eclam a
escr avos em sua ação e, sim , ser vidor es
livr es, contentes e otim istas.
Decor r idas apenas duas hor as, vim os o
senhor Silva que nos acenava de por ta
pr óxim a, já desligado do cor po físico.
Sidônio levantou-se e, convocando um de
seus
auxiliar es,
r ecom endou-lhe
acom panhasse o dono da casa em
pr oveitosa excur são de estudos.
O ir m ão Silva, junto de nós, alegou,
pesar oso:
? Tanto desejava que I saur a viesse, m as
não m e atendeu aos apelos!
? Deixa-a! ? obser vou Sidônio, com inflexão
de ener gia na voz ? natur alm ente ainda
hoje não se acha pr epar ada par a atender
às lições.
O inter locutor m ostr ou pr ofunda tr isteza
no sem blante calm o, por ém não vacilou.
Seguiu, sem delongas, o cooper ador que
lhe er a apr esentado.
M ais alguns m inutos e D. I saur a, for a do
cor po de car ne, sur giu- nos à vista,
r evelando o per ispír ito intensam ente
obscur o.
Passou r ente a nós sem pr estar -nos a
m ínim a
atenção,
m ostr ando-se
encar cer ada em absor vente idéia fixa.
Sidônio ender eçou-lhe algum as palavr as
am igas, que não for am absolutam ente
ouvidas.
Tentou o am igo tocá-la com a destr a
lum inosa, m as a m édium pr ecipitou-se em
desabalada
car r eir a,
deixando-nos
per ceber que a nossa apr oxim ação lhe
constituía, naqueles instantes, aflitiva
tor tur a.
Encontr ava-se
incapaz
de
Com gr ande sur pr esa par a m im , o
pr estim oso guar dião continuou explicando
que aquela senhor a, efetivam ente, detinha
extensas possibilidades no ser viço aos
sem elhantes. Caso quisesse per dê-las
tem por ar iam ente, outr o r ecur so não nos
cabia senão o de entr egá-la à cor r ente da
pr ópr ia vontade, até que um dia
conseguisse ela pr ópr ia desper tar em
plano de com pr eensão m ais alta.
Sabia, à saciedade, que o m ar ido não lhe
er a pr opr iedade exclusiva, que o ciúm e
tr esloucado só poder ia conduzi-la a
per igosa situação espir itual, não ignor ava
que a palavr a do M estr e exor tava os
apr endizes ao per dão e ao am or par a que
os com panheir os m ais infelizes não se
pr ojetassem nos despenhadeir os fundos da
estr ada.
Entr etanto, se os seus desígnios se
dem or assem na linha contr ár ia ao r oteir o
que o plano super ior lhe havia tr açado, só
nos r estar ia deixá-la cir cunscr ita aos
cír culo