Estudam os o capítulo 16, Encantam ento per nicioso, do livr o Li ber tação de Andr é Luiz. Nele analisam os com o pode se dar a obsessão a par tir do chacr a fr ontal e com o cur ar-se e auxiliar nas atividades de desobsessão com o supor te deste ponto m agnético. Apr ender em os a entender o que é o ponto de vista segundo a evolução espir itual.
Finda a r eunião, r epar ei que a m édium Dona I saur a Silva apr esentava sensível tr ansfigur ação.
Enquanto per dur avam os tr abalhos, m ostr ava r adiações br ilhantes, em der r edor do cér ebr o, ofer ecendo sim pático am biente pessoal; entr etanto, encer r ada que foi a sessão, cer cou-se de em issões de substância fluídica cinzento-escur a, qual se houvesse r epentinam ente apagado, em tor no dela, algum a lâm pada invisível.
I m pr essionado, dir igi-m e a Sidônio, com natur al indagação, ao que ele m e r espondeu, atencioso:
? A pobr ezinha encontr a-se debaixo de ver dadeir a tem pestade de fluidos m alignos que lhe vão sendo desfechados por entidades m enos esclar ecidas, com as quais se sintonizou, inadver tidam ente, pelos fios negr os do ciúm e. Enquanto se acha sob nossa influência dir eta, m or m ente nos tr abalhos espir ituais de or dem coletiva, em que age com o válvula captador a das for ças ger ais dos assistentes, desfr uta bom ânim o e alegr ia, por que o m édium é sem pr e um a fonte que dá e r ecebe, quando em função entr e os dois planos; ter m inada, contudo, a tar efa, I saur a volta às tr istes condições a que se r elegou.
? N ão há, por ém, algum r ecur so par a socor r ê-la?? indaguei, cur ioso.
? Sem dúvida? elucidou o or ientador da pequena e sim pática instituição?, e, por que não a abandonam os, ainda não sucum biu.
É im pr escindível, todavia, num pr ocesso de sem elhante natur eza, agir com cautela, sem hum ilhá-la e sem fer i-la. Quando defendem os um br oto tenr o, do qual é justo aguar dar pr eciosa colheita no por vir, é necessár io com bater os ver m es invasor es, sem atingi-lo.
Cr estar o gr elo de hoje é per der a colheita de am anhã. N ossa ir m ã é valor osa cooper ador a, r evela qualidades apr eciáveis e dignas, por ém, não per deu ainda a noção de exclusivism o sobr e a vida do com panheir o e, atr avés dessa br echa que a induz a violentas vibr ações de cóler a, per de excelentes opor tunidades de ser vir e elevar-se. H oje, viveu um dos seus dias m ais infelizes, entr egando-se totalm ente a esse gêner o de flagelação inter ior. Reclam a-nos concur so ativo, nesta noite, pois cada ser vo acor dado par a o bem, quando se pr ojeta em deter m inada faixa de vibr ações infer ior es dur ante o dia, m ar ca quase sem pr e um a entr evista pessoal, par a a noite, com os ser es e as for ças que a povoam.
Estam pou na fisionom ia significativa expr essão e acr escentou:
? Enquanto a cr iatur a é vulgar e não se destaca por aspir ações de or dem super ior, as inteligências per ver tidas não se pr eocupam com ela; no entanto, logo que dem onstr e pr opósitos de sublim ação, apur a-se-lhe o tom vibr atór io, passa a ser notada pelos car acter ístico de elevação e é natur alm ente per seguida por quem se r efugia na inveja ou na r ebelião silenciosa, visto não confor m ar-se com o pr ogr esso alheio.
Convenci-m e de que o caso assum ir ia gr ande im por tância par a os m eus estudos par ticular es e, com pr eendendo que M ar gar ida já r eceber a gr andes vantagens, pedi per m issão ao nosso instr utor, após o consentim ento de Sidônio, par a obser var naquela noite o conflito inquietante entr e a m issionár ia e os que se lhe pr endiam às teias escur as do sentim ento.
Gúbio concor dou, sor r idente. Aguar dar-m e-ia o r egr esso no dia seguinte.
N osso gr upo r etir ou-se conduzindo a doente e o esposo infinitam ente satisfeitos e coloquei-m e, ao lado de Sidônio, em inter essante conver sação.