Eu Tenho Histórias Edição Única | Page 223

Marta continua cuidando da sua saúde tomando muitos remédios. (Foto: Amanda Perto das 13 horas, o nono, José Zafa- lon, e o irmão dela, Ernesto, chegaram do trabalho para almoçar. Ernesto, que na época tinha 17 anos, logo foi para a cozinha esquentar a comida que havia esfriado. O fogão era a lenha e ele usou um tubo de álcool para acender o fogo. Mal pôde perceber que ainda havia brasa acesa no fogão. Quando aper- tou o frasco, o fogo retornou ao tubo e houve uma grande explosão seguida de chamas, que rapidamente se espalharam pela cozinha. O fogo veio em direção a Ernesto e junto o desespero. Ele cor- reu pelo grande corredor da casa e ten- tou pular uma janela, imaginando que a água da chuva iria conter as chamas. Numa fração de segundo percebeu que se pulasse daquela altura, três metros, poderia morrer. Então rapidamente enr- olou-se a um cobertor até que conseguiu apagar o fogo, evitando o pior. O nono, também atingido pelo fogo enquanto estava sentado à mesa, foi logo socor- rido por Diva, que sofreu queimaduras nas mãos. Apesar do acidente, os dois tiveram ferimentos leves. Mas quando se deram conta, olharam para debaixo da mesa da cozinha e havia algo ainda queimando. Era Marta, a caçula, que desmaiou depois da explosão. Ela acor- Eu tenho: Histórias 223