Marta continua cuidando da sua saúde tomando muitos remédios. (Foto: Amanda
Perto das 13 horas, o nono, José Zafa-
lon, e o irmão dela, Ernesto, chegaram
do trabalho para almoçar. Ernesto, que
na época tinha 17 anos, logo foi para a
cozinha esquentar a comida que havia
esfriado. O fogão era a lenha e ele usou
um tubo de álcool para acender o fogo.
Mal pôde perceber que ainda havia
brasa acesa no fogão. Quando aper-
tou o frasco, o fogo retornou ao tubo e
houve uma grande explosão seguida de
chamas, que rapidamente se espalharam
pela cozinha. O fogo veio em direção a
Ernesto e junto o desespero. Ele cor-
reu pelo grande corredor da casa e ten-
tou pular uma janela, imaginando que
a água da chuva iria conter as chamas.
Numa fração de segundo percebeu que
se pulasse daquela altura, três metros,
poderia morrer. Então rapidamente enr-
olou-se a um cobertor até que conseguiu
apagar o fogo, evitando o pior. O nono,
também atingido pelo fogo enquanto
estava sentado à mesa, foi logo socor-
rido por Diva, que sofreu queimaduras
nas mãos. Apesar do acidente, os dois
tiveram ferimentos leves. Mas quando
se deram conta, olharam para debaixo
da mesa da cozinha e havia algo ainda
queimando. Era Marta, a caçula, que
desmaiou depois da explosão. Ela acor-
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