Ed. 320 - completa Setembro / Outubro - 2020 | Page 81

de negociar, vão ser mantidas, mesmo quando o mundo puder voltar a se relacionar como no passado. “Estamos diante e um novo cenário, de um novo consumidor, de uma nova economia, e nós temos que mudar nosso modelo mental”, pontuou. Sobre o que a indústria pode fazer para atender este novo consumidor, Pedro Bartelle mencionou a agilidade e flexibilidade do Grupo Vulcabras Azaleia ajudar toda a cadeia a sair rápido desta situação. No entendimento do empresário, deveria haver uma conscientização de todos em relação ao retorno da economia. “Já houve tempo para a preparação de todas as instâncias da economia para que a gente possa ter um retorno do funcionamento da economia, com todas as seguranças, sem dúvida. Nós não podemos esperar muito mais, já causou um dano muito grande, já houve demissões no setor, que se desmobilizou, isto é muito ruim. Os danos já foram causados e nós não podemos deixar que eles aumentem”, ressaltou. Carlos Mestriner entende que a adversidade maior já aconteceu. “O estrago maior já aconteceu. Agora, está na hora de caminhar e acelerar este processo de retomar, de voltar ao normal”, ponderou. Ao sugerir que as entidades de classe se juntem para fazer a retomada, lembrou que há uma tendência de crescimento das vendas pelo digital, mas as lojas físicas continuarão sendo atrativas para os consumidores, que querem passear no shopping, e também terem a experiência de calçar o calçado antes de comprar. Sobre a integração digital, Carlos salienta que não é uma relação da indústria com o consumidor, mas uma interação entre as lojas e o consumidor, entre as marcas e o consumidor, um processo que chegou para ficar, e é esta consciência que todos precisamos ter. Sobre a parceria de Vulcabras Azaleia com os laboratórios do IBTeC para o desenvolvimento de tecnologias para seus produtos, Pedro Bartelle afirmou que “é sempre muito bom a gente poder contar com o IBTeC, e o instituto tem que também se sentir responsável por tudo o que a gente vem construindo no Brasil, com a marca Olympikus”. Lembrou que só existem três marcas de esportivos que são líderes em seus países de origem - um dos Estados Unidos, uma na Alemanha e a Olympikus aqui no Brasil. Relatou que o grupo investe muito em inovação de produtos e modernização do parque fabril, mais de 100 milhões de reais nos últimos anos. Lembrou o propósito da marca, que é a democratização do esporte e acesso de calçados esportivos para a população. Carlos Mestriner lembrou que a parceria com o IBTeC vem de longa data, e elogiou o trabalho que o instituto vem fazendo em benefício da indústria calçadista de forma geral. Enfatizou que proporcionar um calçado que promova o caminhar saudável sempre foi o propósito da Klin, com diferenciais que já fazem parte do DNA da marca. O trabalho cientifico que a marca tem feito em parceria com os laboratórios do IBTeC tem um papel importante nesta jornada, que começa no propósito, no foco, e na clareza dos diferenciais entregues ao consumidor. Em termos de consumo, o Brasil ainda passa por um processo de conscientização da importância da sustentabilidade, quando em outros estão mais avançados, lembrou Mestriner. Na área de responsabilidade social, o Grupo Vulcabras Azaleia produziu mais de 550 mil máscaras de TNT e de acrílico para distribuir as 32 cidades no entorno de onde estão as unidades da empresa. Lembrou ainda que o Brasil é o quarto maior fabricante de calçados do mundo, a indústria calçadista gera muitos empregos, o que por si é também uma atividade de responsabilidade social. E como é moda, não é um setor que vive de commoditie. A Vulcabras Azaleia faz o máximo possível para manter todo o efetivo, e ajudar as cidades que estão perto das unidades produtivas da empresa. Também elencou o Programa Corre Junto como uma das ações de responsabilidade social da empresa. O Grupo está cada vez mais focado na sustentabilidade, aumentando a participação de energias limpas em todas as suas operações - projeção é de que em dois anos toda a energia usada seja de origem limpa. Já a Klin exerce um papel dentro das comunidades onde estão suas unidades fabris, procurando trabalhar de forma integrada com ações locais, regionais e nacionais, o que já faz parte do DNA da empresa. Neste momento, está focada na manutenção dos empregos de gera, mesmo com toda a adversidade que a economia está vivendo. Para finalizar, Pedro Bartelle invocou a necessidade de proteção da indústria brasileira, especialmente em relação à indústria asiática, o único continente que vende seus produtos no Brasil. No entendimento do empresário, a indústria nacional tem à sua disposição todos os recursos para fazer os melhores produtos, e tem os melhores produtos. E entende muito do mercado. “O que peço é o prestigio para a indústria nacional, que emprega muito, para que a gente mova as engrenagens deste negócio, e que o dinheiro possa circular dentro do nosso país, para que a gente possa se ajudar a retomar. A crise veio em um momento inesperado, é grande, difícil, mas tem fim. E quanto antes nós nos ajudarmos, mais rápido sairemos disto”, finalizou. As empresas patrocinadoras do Happy Hour com Tecnologia de 2020 são: Colorgraf, Grupo Stickfran, Killing S/A, Merkator Feiras e Eventos, Solvay Group / Rhodia e Zahonero setembro | outubro • 81