Dragões #408 Nov 2020 | Page 43

43 ser especial . “ Foi o meu ano de afirmação e os resultados falaram por si . Venci uma etapa na Volta ao Algarve , uma prova muito valorizada a nível internacional e quando me aventurei no World Tour todos me conheciam por causa dessa competição . Depois , também venci na Arrábida e no Troféu Joaquim Agostinho , bem como uma etapa da Grandíssima , o que me permitiu afirmar-me no ciclismo nacional ”. As vitórias despertaram o interesse de equipas World Tour e Amaro não perdeu a oportunidade para se aventurar no escalão mais alto do ciclismo mundial . Foram dois anos na CCC Team que lhe proporcionaram “ experiências valiosas ”, ainda que lhe tenha faltado “ um pouco de sorte ” para ter mais sucesso . “ Consegui ter acesso a formas de trabalhar completamente diferentes daquelas a que estamos habituados e fiz testes no túnel de vento com a bicicleta de contrarrelógio , por exemplo . Obviamente que queria sempre mais , mas faz parte e temos de guardar as coisas boas . Tento sempre focar-me no positivo ”. Amaro admitiu mesmo que “ perdeu alguma confiança ” e que precisava de se “ reencontrar ”. Só havia um lugar para isso acontecer .

43 ser especial . “ Foi o meu ano de afirmação e os resultados falaram por si . Venci uma etapa na Volta ao Algarve , uma prova muito valorizada a nível internacional e quando me aventurei no World Tour todos me conheciam por causa dessa competição . Depois , também venci na Arrábida e no Troféu Joaquim Agostinho , bem como uma etapa da Grandíssima , o que me permitiu afirmar-me no ciclismo nacional ”. As vitórias despertaram o interesse de equipas World Tour e Amaro não perdeu a oportunidade para se aventurar no escalão mais alto do ciclismo mundial . Foram dois anos na CCC Team que lhe proporcionaram “ experiências valiosas ”, ainda que lhe tenha faltado “ um pouco de sorte ” para ter mais sucesso . “ Consegui ter acesso a formas de trabalhar completamente diferentes daquelas a que estamos habituados e fiz testes no túnel de vento com a bicicleta de contrarrelógio , por exemplo . Obviamente que queria sempre mais , mas faz parte e temos de guardar as coisas boas . Tento sempre focar-me no positivo ”. Amaro admitiu mesmo que “ perdeu alguma confiança ” e que precisava de se “ reencontrar ”. Só havia um lugar para isso acontecer .

O REGRESSO “ Não precisei de pensar muito . Sabia que seria muito bom para mim voltar a vestir de azul e branco , era a decisão certa , não tinha dúvidas ”. Foi desta forma que Amaro Antunes viu o regresso à W52-FC Porto no início desta época . Não houve processo de adaptação , até porque o contacto nunca se perdeu . “ Quando vinha a Portugal competir , ia muitas vezes almoçar com a equipa . O elo de ligação continuou muito forte e facilitou o regresso , certamente . Até tinha algumas propostas do estrangeiro , mas senti que era o momento de regressar ”, contou . Foram dois anos no topo do ciclismo mundial , só que , para o algarvio , correr de azul e branco será sempre especial . “ É o clube do meu coração . Desde pequenino que sempre vibrei e que continuo a vibrar . Apoio e apoiarei sempre o FC Porto e , também por isso , vivo cada dia sabendo que tenho sorte
“ O Nuno Ribeiro conversou comigo e tudo mudou . Entrou no meu quarto e disse : ‘ Então , já não sabes andar de bicicleta ? Não fiques desanimado , porque amanhã vamos controlar na frente e na Senhora da Graça vais atacar e vais ganhar a amarela !' O Nuno já sabia o que ia acontecer dois dias antes .”
REVISTA DRAGÕES NOVEMBRO 2020