Dragões #401 Abr 2020 | Seite 59

59 “Sou uma pessoa muito competitiva por natureza e é muito difícil não ter isso na minha vida. Sinto muito a falta de competir e de ganhar, sem dúvida.” em mim para o resto da vida. Foi difícil a adaptação à Liga depois da experiência na Proliga? Não foi tanto como as pessoas podem pensar, pois na nossa equipa sempre se fez tudo com uma exigência muito grande, a começar pelos treinos. Enquanto estávamos na Proliga, tínhamos treinos que eram mais exigentes do que alguns jogos. Nessa altura já treinávamos com uma exigência muito grande e, a juntar à qualidade individual e coletiva, a transição para a Liga foi menos difícil do que seria de esperar. A conquista da Liga, em 2015/16, foi o momento mais alto da sua carreira? Sim, sem dúvida. Já tive vários momentos altos no FC Porto, ainda que não tantos como desejaria. Quero sempre ganhar tudo, mas conquistar esse título da Liga é algo que fica na história e que toda a gente vai recordar. Já tive outros momentos fantásticos, como a conquista da Taça de NOME Miguel Tinoco Queiroz DATA DE NASCIMENTO Portugal em Portimão, que é a minha terra natal. Todos os títulos têm sempre um lugar especial no meu coração. 04 de julho de 1991 NATURALIDADE Portimão ALTURA 2.02 m PESO 105 kg POSIÇÃO Poste CAMISOLA 11 CLUBES Portimonense Barreirense Illiabum Dragon Force FC Porto TÍTULOS 2 Proliga 1 Liga 1 Taça de Portugal 1 Taça Hugo dos Santos 2 Supertaças Na última década, na Liga Portuguesa de Basquetebol, o FC Porto só conseguiu conquistar o título nacional por duas vezes (2010/11 e 2015/16). Isso demonstra que o campeonato português é muito competitivo? Sem dúvida. A Liga está cada vez mais competitiva de época para época, pois cada vez há mais equipas boas, com bons jogadores e bons treinadores. É um campeonato muito competitivo e o regresso do Sporting ajudou a aumentar essa competitividade, como é óbvio. Espero que esta crise não faça com que alguns clubes desapareçam e que consigam sobreviver enquanto a vida não regressa à normalidade. E a experiência europeia? Quão importante foi? É muito importante para um jogador. Eu sei que nem sempre é fácil os adeptos entenderem, mas o nível europeu é muito elevado. Fizemos jogos muito bons e recordo-me de quase termos vencido o Fraport, que mais tarde viria a ganhar a competição (FIBA Europe Cup). Defrontámos equipas fortíssimas e conseguimos discutir alguns jogos e jogar de igual para igual. É frustrante sentirmos que fizemos bons jogos e que não conseguimos vencer, mas disputar competições europeias deu-nos muitas coisas. São experiências que nos tornam melhores e que nos colocam desafios diferentes. O FC Porto começou muito bem esta época, mas as lesões do Tanner McGrew e do Max Landis foram terríveis. A equipa ressentiu- se muito deste duplo azar? Claro que sim, não há como o negar. Para além da gravidade das lesões e de quem as sofreu, também há o facto de ambas serem difíceis de ver. Sobretudo a lesão do Tanner, foi um momento terrível, terrível. REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020