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“Sou uma
pessoa muito
competitiva
por natureza
e é muito
difícil não
ter isso na
minha vida.
Sinto muito
a falta de
competir e
de ganhar,
sem dúvida.”
em mim para o resto da vida.
Foi difícil a adaptação à Liga
depois da experiência na Proliga?
Não foi tanto como as pessoas
podem pensar, pois na nossa
equipa sempre se fez tudo com
uma exigência muito grande, a
começar pelos treinos. Enquanto
estávamos na Proliga, tínhamos
treinos que eram mais exigentes
do que alguns jogos. Nessa
altura já treinávamos com uma
exigência muito grande e, a juntar
à qualidade individual e coletiva,
a transição para a Liga foi menos
difícil do que seria de esperar.
A conquista da Liga, em
2015/16, foi o momento mais
alto da sua carreira?
Sim, sem dúvida. Já tive vários
momentos altos no FC Porto, ainda
que não tantos como desejaria.
Quero sempre ganhar tudo, mas
conquistar esse título da Liga é
algo que fica na história e que
toda a gente vai recordar. Já tive
outros momentos fantásticos,
como a conquista da Taça de
NOME
Miguel Tinoco Queiroz
DATA DE NASCIMENTO
Portugal em Portimão, que é
a minha terra natal. Todos os
títulos têm sempre um lugar
especial no meu coração.
04 de julho de 1991
NATURALIDADE
Portimão
ALTURA
2.02 m
PESO
105 kg
POSIÇÃO
Poste
CAMISOLA
11
CLUBES
Portimonense
Barreirense
Illiabum
Dragon Force
FC Porto
TÍTULOS
2 Proliga
1 Liga
1 Taça de Portugal
1 Taça Hugo dos Santos
2 Supertaças
Na última década, na Liga
Portuguesa de Basquetebol,
o FC Porto só conseguiu
conquistar o título nacional
por duas vezes (2010/11 e
2015/16). Isso demonstra que
o campeonato português
é muito competitivo?
Sem dúvida. A Liga está cada vez
mais competitiva de época para
época, pois cada vez há mais
equipas boas, com bons jogadores
e bons treinadores. É um
campeonato muito competitivo
e o regresso do Sporting ajudou a
aumentar essa competitividade,
como é óbvio. Espero que esta
crise não faça com que alguns
clubes desapareçam e que
consigam sobreviver enquanto a
vida não regressa à normalidade.
E a experiência europeia?
Quão importante foi?
É muito importante para um
jogador. Eu sei que nem sempre
é fácil os adeptos entenderem,
mas o nível europeu é muito
elevado. Fizemos jogos muito bons
e recordo-me de quase termos
vencido o Fraport, que mais tarde
viria a ganhar a competição (FIBA
Europe Cup). Defrontámos equipas
fortíssimas e conseguimos discutir
alguns jogos e jogar de igual para
igual. É frustrante sentirmos que
fizemos bons jogos e que não
conseguimos vencer, mas disputar
competições europeias deu-nos
muitas coisas. São experiências
que nos tornam melhores e que
nos colocam desafios diferentes.
O FC Porto começou muito
bem esta época, mas as
lesões do Tanner McGrew
e do Max Landis foram
terríveis. A equipa ressentiu-
se muito deste duplo azar?
Claro que sim, não há como o negar.
Para além da gravidade das lesões
e de quem as sofreu, também há o
facto de ambas serem difíceis de
ver. Sobretudo a lesão do Tanner,
foi um momento terrível, terrível.
REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020