Dragões #401 Abr 2020 | Page 60

60 “Além da gravidade das lesões e de quem as sofreu, também há o facto de ambas serem difíceis de ver. Sobretudo a lesão do Tanner, foi um momento terrível, terrível. No treino seguinte, por exemplo, a malta já pensava duas vezes em ir a uma bola dividida.” No treino seguinte, por exemplo, a malta já pensava duas vezes em ir a uma bola dividida. A lesão do Tanner foi algo que demorou a sair da nossa cabeça enquanto grupo, tal como a do Max, que aconteceu poucos dias antes de recebermos o Sporting. A lesão do Max não foi tão má visualmente, mas não deixou de ser uma lesão grave e abalou-nos numa altura em que estávamos a subir de rendimento. Conseguimos dar a volta por cima depois da lesão do Tanner e fizemos bons jogos, com boas vitórias, mas aí aconteceu a lesão do Max antes de recebermos o Sporting no Dragão Arena. Estávamos invictos, na luta pelo primeiro lugar, e foi nesse jogo que perdemos a invencibilidade. Sabíamos que estávamos a construir uma grande equipa, que podia fazer muitas coisas boas, por isso essas lesões foram momentos tristes e difíceis de ultrapassar. Apesar de tudo, integrámos bem os novos jogadores e estávamos a melhorar novamente quando o campeonato foi suspenso. A paixão do Miguel Queiroz pelo jogo é por demais evidente. Essa paixão é fundamental, por exemplo, para se ser um bom capitão? Sim, mas a minha grande paixão é ganhar. Para jogar no FC Porto, temos que amar ganhar e odiar perder. Tento sempre passar isso aos meus colegas. Damos tudo num jogo ao domingo e na segunda-feira temos de voltar a dar tudo no treino. Só pode ser assim no FC Porto. Temos de treinar a semana inteira para ganhar, para chegarmos ao jogo e ganhar. Aqui não treinamos por treinar, treinamos para ganhar e somos treinados para ganhar. Isto faz parte do que é a mística do FC Porto e é assim que encaro tudo na vida. Acredita que o percurso da equipa teria sido diferente com os dois em campo? Desde o início que formámos uma equipa muito boa, que praticava um basquetebol excelente e que marcava muitos pontos. Era bonito ver o FC Porto Quais são as grandes referências do Miguel Queiroz no basquetebol e no desporto em geral? Gosto muito de desporto e já pratiquei vários desportos. Jogo basquetebol desde os 11 anos e, quando comecei, amava o Kobe REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020 jogar. Mas se pensarmos no que era a nossa equipa no início da época, a começar logo pela conquista da Supertaça, não há dúvidas de que tínhamos formado um coletivo fortíssimo e claramente candidato ao título. Bryant. Ainda hoje amo o Kobe Bryant. Sempre foi o meu ídolo, não só pelo que jogava, mas também pela mentalidade dele. O Kobe Bryant sempre foi uma referência, mas também tenho outras como o Pete Sampras, no ténis, pois também cheguei a jogar ténis. O Reinaldo Ventura também é uma referência para mim e estive duas semanas na patinagem para aprender a patinar. Tentei jogar hóquei em patins por causa do Reinaldo Ventura, mas tive de deixar porque comecei a ter dores nas costas. Era demasiado alto para jogar hóquei em patins. Também admiro a capacidade de trabalho do Cristiano Ronaldo, mas a minha maior referência será sempre o Kobe Bryant. Como basquetebolista, é inevitável que seja fã da NBA… Verdade? Já fui mais, confesso. Quando era mais novo, podia ficar acordado até mais tarde e ver mais jogos, mas agora é mais difícil. Os jogos são quase sempre de madrugada e para mim já não dá, pois treinamos quase sempre de manhã. Continuo a acompanhar, como é natural, e procuro ver jogar o Luka Doncic (Dallas Mavericks) quando tenho oportunidade. É um craque e ainda é muito novo. É assustador. qual torça particularmente ou é daqueles que se limita a desfrutar do espetáculo? Torço sempre pela equipa do jogador que eu gosto, por isso fui sempre dos Los Angeles Lakers do Kobe Bryant. Quando ele se retirou, deixei de ter uma equipa na NBA. Não sou fã de nenhuma equipa em particular, sou mais de ver jogadores e acompanhar aqueles com que mais me identifico ou que mais gosto de ver jogar. Tem alguma equipa pela Qual o jogador ou os