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“Além da gravidade das lesões e de quem as
sofreu, também há o facto de ambas serem
difíceis de ver. Sobretudo a lesão do Tanner,
foi um momento terrível, terrível. No treino
seguinte, por exemplo, a malta já pensava
duas vezes em ir a uma bola dividida.”
No treino seguinte, por exemplo, a
malta já pensava duas vezes em
ir a uma bola dividida. A lesão do
Tanner foi algo que demorou a
sair da nossa cabeça enquanto
grupo, tal como a do Max, que
aconteceu poucos dias antes de
recebermos o Sporting. A lesão do
Max não foi tão má visualmente,
mas não deixou de ser uma lesão
grave e abalou-nos numa altura
em que estávamos a subir de
rendimento. Conseguimos dar a
volta por cima depois da lesão do
Tanner e fizemos bons jogos, com
boas vitórias, mas aí aconteceu a
lesão do Max antes de recebermos
o Sporting no Dragão Arena.
Estávamos invictos, na luta pelo
primeiro lugar, e foi nesse jogo
que perdemos a invencibilidade.
Sabíamos que estávamos a
construir uma grande equipa, que
podia fazer muitas coisas boas, por
isso essas lesões foram momentos
tristes e difíceis de ultrapassar.
Apesar de tudo, integrámos bem
os novos jogadores e estávamos
a melhorar novamente quando
o campeonato foi suspenso. A paixão do Miguel Queiroz
pelo jogo é por demais
evidente. Essa paixão é
fundamental, por exemplo,
para se ser um bom capitão?
Sim, mas a minha grande paixão
é ganhar. Para jogar no FC Porto,
temos que amar ganhar e odiar
perder. Tento sempre passar
isso aos meus colegas. Damos
tudo num jogo ao domingo e na
segunda-feira temos de voltar a
dar tudo no treino. Só pode ser
assim no FC Porto. Temos de
treinar a semana inteira para
ganhar, para chegarmos ao jogo
e ganhar. Aqui não treinamos
por treinar, treinamos para
ganhar e somos treinados para
ganhar. Isto faz parte do que é
a mística do FC Porto e é assim
que encaro tudo na vida.
Acredita que o percurso da
equipa teria sido diferente
com os dois em campo?
Desde o início que formámos
uma equipa muito boa, que
praticava um basquetebol
excelente e que marcava muitos
pontos. Era bonito ver o FC Porto Quais são as grandes
referências do Miguel
Queiroz no basquetebol e
no desporto em geral?
Gosto muito de desporto e já
pratiquei vários desportos. Jogo
basquetebol desde os 11 anos e,
quando comecei, amava o Kobe
REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020
jogar. Mas se pensarmos no que
era a nossa equipa no início
da época, a começar logo pela
conquista da Supertaça, não
há dúvidas de que tínhamos
formado um coletivo fortíssimo e
claramente candidato ao título.
Bryant. Ainda hoje amo o Kobe
Bryant. Sempre foi o meu ídolo, não
só pelo que jogava, mas também
pela mentalidade dele. O Kobe
Bryant sempre foi uma referência,
mas também tenho outras como
o Pete Sampras, no ténis, pois
também cheguei a jogar ténis.
O Reinaldo Ventura também é
uma referência para mim e estive
duas semanas na patinagem
para aprender a patinar. Tentei
jogar hóquei em patins por causa
do Reinaldo Ventura, mas tive
de deixar porque comecei a ter
dores nas costas. Era demasiado
alto para jogar hóquei em patins.
Também admiro a capacidade
de trabalho do Cristiano Ronaldo,
mas a minha maior referência
será sempre o Kobe Bryant.
Como basquetebolista, é
inevitável que seja fã
da NBA… Verdade?
Já fui mais, confesso. Quando era
mais novo, podia ficar acordado
até mais tarde e ver mais jogos,
mas agora é mais difícil. Os jogos
são quase sempre de madrugada e
para mim já não dá, pois treinamos
quase sempre de manhã. Continuo
a acompanhar, como é natural, e
procuro ver jogar o Luka Doncic
(Dallas Mavericks) quando tenho
oportunidade. É um craque e
ainda é muito novo. É assustador. qual torça particularmente
ou é daqueles que se limita
a desfrutar do espetáculo?
Torço sempre pela equipa do
jogador que eu gosto, por isso fui
sempre dos Los Angeles Lakers do
Kobe Bryant. Quando ele se retirou,
deixei de ter uma equipa na NBA.
Não sou fã de nenhuma equipa
em particular, sou mais de ver
jogadores e acompanhar aqueles
com que mais me identifico ou
que mais gosto de ver jogar.
Tem alguma equipa pela Qual o jogador ou os