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DAS BANCADAS À SALA DA DIREÇÃO
Tudo começou pela base. No
princípio, Jorge Nuno Pinto da
Costa era apenas uma criança
que assistia aos jogos no Campo
da Constituição pela mão de
um tio, um adolescente que se
tornou associado por iniciativa
da avó e um jovem adulto que
acompanhava o FC Porto para
todo o lado em caravanas de
portistas que queriam ver com
os próprios olhos o que só
poderiam imaginar como era
através dos relatos da rádio. Foi
assim, enquanto crescia como
homem e como adepto, que
a 6 de maio de 1948 esteve no
Estádio do Lima a vibrar com
a vitória sobre o Arsenal, que
a 28 de maio de 1952 esteve
nas Antas a emocionar-se
com a inauguração do novo
estádio, e que a 22 de março de
1959 esteve em Torres Vedras
a sofrer com os truques de
Calabote e a festejar uma
conquista que só viria a
repetir-se 19 anos depois.
Logo nos primeiros anos de
vida adulta, numa altura em
que a realidade do FC Porto
era fértil em crises diretivas
e instabilidade, Jorge Nuno
Pinto da Costa começou a
colaborar, como vogal, na
secção de hóquei em patins,
que passaria a liderar em
1962. Mais tarde, assumiu
responsabilidades no hóquei
em campo e no boxe, antes
de tomar posse como diretor
das modalidades amadoras
num dos mandatos de
Afonso Pinto de Magalhães.
Concluída a missão, terá
chegado a pensar que estava
cumprido e encerrado o
objetivo de contribuir para o
sucesso do clube de sempre,
mas largos dias têm cem anos…
REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020