Dragões #401 Abr 2020 | Page 19

19 DAS BANCADAS À SALA DA DIREÇÃO Tudo começou pela base. No princípio, Jorge Nuno Pinto da Costa era apenas uma criança que assistia aos jogos no Campo da Constituição pela mão de um tio, um adolescente que se tornou associado por iniciativa da avó e um jovem adulto que acompanhava o FC Porto para todo o lado em caravanas de portistas que queriam ver com os próprios olhos o que só poderiam imaginar como era através dos relatos da rádio. Foi assim, enquanto crescia como homem e como adepto, que a 6 de maio de 1948 esteve no Estádio do Lima a vibrar com a vitória sobre o Arsenal, que a 28 de maio de 1952 esteve nas Antas a emocionar-se com a inauguração do novo estádio, e que a 22 de março de 1959 esteve em Torres Vedras a sofrer com os truques de Calabote e a festejar uma conquista que só viria a repetir-se 19 anos depois. Logo nos primeiros anos de vida adulta, numa altura em que a realidade do FC Porto era fértil em crises diretivas e instabilidade, Jorge Nuno Pinto da Costa começou a colaborar, como vogal, na secção de hóquei em patins, que passaria a liderar em 1962. Mais tarde, assumiu responsabilidades no hóquei em campo e no boxe, antes de tomar posse como diretor das modalidades amadoras num dos mandatos de Afonso Pinto de Magalhães. Concluída a missão, terá chegado a pensar que estava cumprido e encerrado o objetivo de contribuir para o sucesso do clube de sempre, mas largos dias têm cem anos… REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020