Dragões #401 Abr 2020 | Página 18

O presidente que foi sempre futuro TEXTO: DIOGO FARIA “Aos vinte e três dias do mês de abril de mil novecentos e oitenta e dois, pelas vinte e uma horas e trinta minutos, compareceram no Pavilhão de Treinos do Complexo Desportivo das Antas os membros dos Corpos Gerentes do Futebol Clube do Porto que vão subscrever este AUTO DE POSSE, a fim de serem empossados para o biénio de mil novecentos e oitenta e dois e mil novecentos e oitenta e três, eleitos em sufrágio na Assembleia Geral Eleitoral que teve lugar no passado dia 17 de abril de 1982”. Quase uma semana depois das eleições, foi com uma assinatura num documento que abria com este texto que Jorge Nuno Pinto da Costa assumiu o cargo de presidente do FC Porto. Tinha 44 anos de vida, 28 de sócio e cerca de 15 na estrutura do clube. Ninguém podia saber, naquela noite, que a história do futebol português estava a caminho de mudar radicalmente. Mas os sinais de que algo grande poderia acontecer com este antigo bancário à frente da maior instituição desportiva do Norte já estavam lá desde a segunda metade da década de 70.