O
presidente
que foi sempre
futuro
TEXTO: DIOGO FARIA
“Aos vinte e três dias do mês de abril de mil novecentos e oitenta e dois, pelas vinte
e uma horas e trinta minutos, compareceram no Pavilhão de Treinos do Complexo
Desportivo das Antas os membros dos Corpos Gerentes do Futebol Clube do Porto
que vão subscrever este AUTO DE POSSE, a fim de serem empossados para o biénio de
mil novecentos e oitenta e dois e mil novecentos e oitenta e três, eleitos em sufrágio
na Assembleia Geral Eleitoral que teve lugar no passado dia 17 de abril de 1982”.
Quase uma semana depois das eleições, foi com uma assinatura num documento que abria
com este texto que Jorge Nuno Pinto da Costa assumiu o cargo de presidente do FC Porto.
Tinha 44 anos de vida, 28 de sócio e cerca de 15 na estrutura do clube. Ninguém podia saber,
naquela noite, que a história do futebol português estava a caminho de mudar radicalmente.
Mas os sinais de que algo grande poderia acontecer com este antigo bancário à frente da
maior instituição desportiva do Norte já estavam lá desde a segunda metade da década de 70.