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pela semana de trabalho e foi
gratificante para todos ouvir dizer
que sentia orgulho em todos nós”.
Ao início da semana três do
trabalho em quarentena
preventiva, o FC Porto colocou
Vítor Hugo Teixeira à disposição
de todos os seguidores do clube
nas redes sociais. Partindo das
premissas “Que cuidados devemos
ter na alimentação nesta altura
especial? Como é programada o que tem feito para se ocupar
nas horas vagas: “A cozinhar, a
lavar a louça, a tratar das tarefas
diárias, a ver séries, a meditar e a
ligar por vídeo a todos os amigos
e familiares”. Simultaneamente,
Marchesín voltou a calçar as
luvas para se exercitar no
jardim com a mulher a fazer o
papel habitualmente reservado
a Diamantino Figueiredo, o
treinador de guarda-redes azul
a alimentação do FC Porto?”, o
elemento do departamento de
nutrição respondeu às questões
dos adeptos, numa altura em que
iniciativas deste género ganham
relevo, já que conselhos de saúde
personalizados são cada vez
mais difíceis de obter. Na mesma
altura, surgiu uma compilação de
treinos indoor da equipa B dos
Dragões, com Fábio Vieira entre
cones na garagem, Madi Queta
com uma bola de pilates na sala
de estar e Gonçalo Brandão a
saltar à corda em plena varanda.
Mais tarde, Sérgio Oliveira mostrou
que é líder na tabela classificativa,
dentro do campo, mas também
fora dele. O número 27 deixou
uma mensagem a aconselhar o
Mar Azul, a reforçar a vontade
de ganhar títulos e a confessar e branco. Diogo Leite seguiu o
exemplo de Sérgio Oliveira e
gravou um vídeo para tranquilizar
todos os adeptos do clube. Na
mesma entrevista ao Jornal de
Notícias, o central garantiu: “Aqui
ninguém está de férias”. Leite
contou ainda que mantém “um
controlo diário do peso”, pois “a
alimentação é um dos treinos
invisíveis, além do descanso”.
Não foram só os jogadores
que tiveram a experiência
de ver as suas rotinas serem
completamente viradas do avesso.
Além de Nélson Puga e Vítor Hugo
Teixeira, Luís André foi o terceiro
profissional do departamento de
saúde do FC Porto a emprestar a
voz para aclarar como têm sido
os primeiros dias de atividade em
isolamento social. O psicólogo
explicou que “os atletas têm
alguns recursos que grande
parte das pessoas comuns não
tem. A tolerância à frustração
e a capacidade para adiar