Bilhete / cheque que os adeptos portistas compravam, contribuindo para a contratação de Cubillas |
OS IMORTAIS # 39 |
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CARO? NÃO, UMA PECHINCHA A 10 de janeiro de 1974, Cubillas aterra de novo em Pedras Rubras, com a mulher( casara entretanto, no Peru), para integrar o plantel portista. Exulta-se no clube, até porque a incredibilidade dos cépticos manteve-se até à confirmação da chegada. O craque estava“ agarrado” ao FC Porto e rapidamente transformar-se-ia no ídolo dos adeptos. Restava, como alimentador de polémica, a questão financeira e o arrojo do FC Porto ao proporse despender tanto dinheiro na contratação. E havia ainda o ordenado: Cubillas auferiria o ordenado mensal de 125 contos(€ 623,50), quando, escreveu-se na altura, os jogadores mais bem pagos do plantel não passavam dos 50 contos(€ 250). Pavão reduziria as críticas à insignificância e na história haveria de ficar escrito que, afinal, a transferência de Cubillas não fora um dispêndio, |
antes um excelente investimento. O craque rapidamente influenciou a afluência aos jogos no Estádio das Antas e os convites para jogos particulares não só aumentaram como inflacionaram o cachê que o FC Porto passou a receber. E, finalmente, Cubillas saiu do FC Porto em 1976 por 6380 contos( com um saldo positivo de 780 |
Cubillas teve receção VIP no aeroporto de Pedras Rubras: foi ainda na pista que foi recebido por uma embaixada composta por dirigentes do FC Porto e jornalistas.
contos). E um capital de prestígio jamais desvalorizado, dele e do clube. Afinal, o“ Pelé do Peru”, como chegou a ser conhecido, foi jogador do FC Porto. E, já agora, este era um apelido de que não gostava. Sempre quis ser reconhecido como Cubillas, um dos melhores jogadores de todos os tempos. E foi!
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O PRÓPRIO, NÃO O SOBRINHO O ceticismo, sobretudo da Imprensa, quanto à possibilidade de contratação de Cubillas gerou vários episódios e outras tantas provocações. E também muita ironia. É o caso do primeiro parágrafo de um texto da edição de 13 de janeiro de 1973 de“ O Porto”, que dava conta da assinatura do contrato do peruano que o ligaria ao FC Porto até 1976. Em jeito de contra factos não há argumentos, assim escreveu o redator:“ Não se repetiu a história do sobrinho que veio em vez do tio, que é o mesmo que relembrar o célebre episódio ocorrido com o também peruano Mosquera, que o Sporting contratou como super vedeta e que, ao fim e ao cabo, não era o grande Mosquera, o internacional, que esse ninguém o deixou partir; o que veio era Mosquera sobrinho, vulgaríssimo de Lineu, que desiludiu tudo e todos e deixou o‘ zé da bola’ a abanar a cabeça de desconsolo”. Então, como agora, era vulgar o pingue-pongue entre o FC Porto e os clubes da capital e, neste caso, perante os factos, quase se diria ser impossível resistir à comparação.
NOME TEÓFILO JUAN CUBILLAS ARIZAGA DATA DE NASCIMENTO 8 DE MARÇO DE 1949 JOGOS NO FC PORTO 109 GOLOS NO FC PORTO 65 PALMARÉS NO FC PORTO 1 TAÇA DE PORTUGAL INTERNACIONALIZAÇÕES( PERU) 86 JOGOS( 30 GOLOS)
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