Dragões #479 Out 2026 | Page 60

ARQUIVO ABERTO
OUTUBRO 2026 REVISTA DRAGÕES lugares diferentes. Aloísio terminou a carreira e passou a integrar a equipa técnica do FC Porto, Baía continuou a defender a baliza e Fran permaneceu no Deportivo durante a ascensão que culminou no título espanhol de 2000. Em 2004, os três voltaram a encontrar-se na meia-final da Liga dos Campeões. O Deportivo chegava ali depois de eliminar o Milan com uma reviravolta difícil de esquecer: perdeu por 4-1 em San Siro e venceu por 4-0 no Riazor. Na primeira mão com o FC Porto, resistiu ao assédio no Dragão e conseguiu um empate sem golos. A segunda partida decidiria qual dos dois clubes seguiria para a final de Gelsenkirchen. Baía estava outra vez na baliza portista, Aloísio integrava a equipa técnica de José Mourinho como adjunto e Fran começou no banco do Depor. Entrou aos 72 minutos, depois de Derlei ter marcado de penálti. Em 1991, tinha saído ao intervalo de uma final que o FC Porto venceria nos descontos; em 2004, foi chamado para tentar evitar outra vitória portista, mas o empate não aconteceu. Desta vez, o 1-0 entregou ao FC Porto um lugar na final da Liga dos Campeões. O Riazor guarda ainda uma ligação mais recente entre os dois clubes. Nico González, filho de Fran, viria a jogar pelo FC Porto ao longo de uma época e meia, antes de se transferir para o Manchester City. Não participou em nenhuma daquelas noites( tinha apenas dois anos quando o pai entrou na meia-final de 2004), mas acrescentou outro nome à história que atravessa a Corunha e o Porto. O particular de outubro de 2026 voltou a pôr Riazor na agenda portista. A lembrança mais célebre conduz ao penálti de Derlei e à viagem para Gelsenkirchen, mas Aloísio chegou lá com uma memória anterior: a de um livre de Timofte, uma final quase terminada e o cabeceamento a que ainda hoje chama o golo da vida dele.
Baía na baliza, Aloísio no banco e Fran do outro lado. Em 2004, reencontraram-se no Riazor, agora com um lugar na final da Liga dos Campeões em disputa.
Treze anos depois, Vítor Baía continuava a guardar a baliza do FC Porto no Riazor. O guarda-redes da conquista do Teresa Herrera de 1991 regressou para ajudar a garantir um lugar na final da Liga dos Campeões de 2004.
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