ARQUIVO ABERTO
OUTUBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
O
Teresa Herrera reunia quatro equipas e exigia duas vitórias para chegar à taça. Naquela edição, a de 1991, estavam no Riazor o Real Madrid, o Ajax, o Deportivo e o FC Porto. A imprensa espanhola apresentava os portistas como o primeiro teste sério aos madrilenos, que tinham atravessado a pré-temporada sem perder, e os búlgaros Mihtarski e Kostadinov trataram de alterar esse registo. Marcaram os golos da vitória por 2-1 sobre os“ merengues” de Radomir Antić e colocaram a equipa de Carlos Alberto Silva na final. Entre a meia-final e o jogo decisivo houve um dia sem futebol. Aloísio aproveitou-o para completar 28 anos. Na noite seguinte, voltou a formar dupla com Fernando Couto, à frente de Vítor Baía, numa equipa que apresentava também João Pinto, Jaime Magalhães e Timofte. Alguns daqueles nomes seriam campeões nacionais no fim da época que então começava, mas primeiro havia uma taça para disputar na Corunha. O Deportivo acabava de chegar à primeira
divisão espanhola depois de 18 anos de ausência. Tinha afastado o Ajax de Bergkamp e chegava à final perante os seus adeptos com Fran entre os titulares. Formado no clube, seria uma das figuras da equipa que viria a conquistar a La Liga e a disputar a meia-final da Champions com o FC Porto. Na final de 1991, jogou apenas a primeira parte, cedendo o lugar ao irmão José Ramón. Por enquanto, a ambição do Deportivo era mais próxima: ficar com o Teresa Herrera em casa. O empate resistiu até aos descontos. Então Timofte colocou um livre na área e Aloísio encontrou espaço para o cabeceamento que decidiu o torneio. O FC Porto já tinha participado no Teresa Herrera e tinha perdido a final de 1985 para o Atlético de Madrid, mas, daquela vez, saiu com o troféu. Quando a Dragões lhe pediu que escolhesse o golo mais marcante da carreira, o central apontou para Riazor:“ O golo mais importante da minha vida foi nesse jogo.” A escolha mostra o que aquela taça significou para quem a conquistou. Os anos levaram os protagonistas para
Aloísio escolheu o cabeceamento que decidiu o Teresa Herrera como o golo mais importante da vida. Treze anos depois, voltou ao Riazor como adjunto de Mourinho.
A festa no Riazor, a 17 de agosto de 1991. Um golo de Aloísio decidiu a final frente ao Deportivo e juntou a réplica dourada da Torre de Hércules à fotografia da equipa de Carlos Alberto Silva.
Aloísio já sabia o que era decidir uma final no Riazor. Em 1991, marcou o golo que deu ao FC Porto o Troféu Teresa Herrera; treze anos depois, acompanhava do banco, como adjunto de José Mourinho, a vitória que garantiu o acesso à final da Liga dos Campeões.
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