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SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
todos. A estrutura do clube é fantástica, eu até brinco a dizer que só tenho de dar o meu melhor todos os dias. Não tenho de pensar em mais nada, tenho roupa pronta para jogar e treinar, só tenho de vir todos os dias tentar ser feliz e dar o máximo. O FC Porto é um clube grande, sinto isso e sei a responsabilidade que isso traz. Temos de dar alegrias aos adeptos e lutar sempre por títulos, porque um clube deste tamanho merece isso e, com tudo o que nos proporcionam, é o mínimo que podemos fazer.
Exigência é a palavra certa para descrever a pré-época? A pré-época é sempre a pior parte da temporada [ risos ], mas todos sabemos da importância desse momento e acho que conseguimos tirar um bom proveito do trabalho realizado nessas primeiras semanas. Foi um momento de exaustão e de muitos treinos que serviu para nos prepararmos bem para a temporada que temos pela frente e vivemo-lo com essa exigência de sairmos daqui exaustos, voltarmos para casa cansados e virmos treinar no dia seguinte com ainda mais dedicação. Temos um propósito bem definido, sabemos que somos um grupo forte, unido e sabemos que, se estivermos preparados, somos capazes de grandes feitos. Daí a importância de nos prepararmos bem porque temos qualidade.
Na apresentação, disse que tinha muita entrega, muita raça e muita energia e tem sido fiel às palavras. Que feedback tem recebido? Tenho ouvido precisamente isso, que estou a cumprir com a minha palavra. Sei que vou errar, mas isso é algo normal no desporto, não posso é desistir e deixar de ser exigente no que diz respeito à atitude, à entrega e à energia. Isso nunca vai faltar. Estou muito feliz por estar a demonstrar isso nestes primeiros jogos. Conseguimos sair recentemente do clássico na Luz com a vitória e transmitir essa energia para o grupo e para os adeptos, por isso estou muito feliz com esta experiência e só quero continuar. Estou convencido de que energia e luta nunca vão faltar a este grupo, está no sangue, é uma equipa que se entrega muito e por isso merece grandes coisas.
Seis golos ao Barcelona, sete ao Veszprém e seis ao Benfica. Gosta especialmente dos jogos grandes? Os clássicos e os jogos europeus têm de ser um fator extra de motivação. Não é uma questão de gostar ou não, até porque não sei se em todos os jogos importantes vou conseguir estar em bom plano, mas a nível de motivação posso garantir que estará sempre presente. No que depender de mim, não vamos entrar a 100 %, mas a 110 ou 120. Vamos entregar tudo o que temos por uma vitória do FC Porto.
O jogo na Hungria serviu para se estrear na Liga dos Campeões, um objetivo de longa data. Como foi somar os primeiros minutos na competição, ainda por cima num dos grandes pavilhões da modalidade? Sempre foi um grande sonho para mim jogar a Liga dos Campeões, é a maior competição de clubes do mundo e poder estrear-me num pavilhão mítico como é esse do Veszprém, e ainda por cima fazer um bom jogo, foi incrível. Claro que ambicionávamos um resultado melhor, mas fizemos coisas positivas e conseguimos dificultar-lhes a vida. Mostrámos uma boa versão do que é uma equipa do FC Porto e é a isso precisamente que nos propomos sempre, a mostrar o nosso melhor diariamente e a lutar.
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