ANDEBOL
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
principalmente na defesa? Ainda não tive a oportunidade de jogar com o Daymaro Salina, por conta da lesão que ele sofreu, mas é um jogador que nos ajuda muito diariamente. O Gilberto Duarte também está sempre disposto a ajudar, aconselhoume muito desde que cheguei e é um exemplo, principalmente a nível defensivo. Tem muita experiência e é a nossa âncora defensiva. Apesar do muito conhecimento que tem, procura sempre ouvir e aprender, tem um perfil que é muito útil à equipa.
No primeiro clássico, foi peça-chave para a vitória na Luz. Saiu de Lisboa ainda mais confiante do seu bom trabalho? Foi exatamente isso. Saí mais confiante, não só do meu trabalho, mas também do de toda a equipa. Ficámos muito felizes com o resultado, porque sabíamos que não ia ser fácil e que o Benfica ia querer incomodar, mas mostrámos quem somos e porque somos um clube tão grande e com capacidade de lutar por títulos. Conseguimos, desde o primeiro minuto, mostrar a nossa identidade, a identidade de uma equipa campeã, aguerrida e que vai correr e lutar. Por mais importante que seja receber a distinção de MVP, a vitória era o mais importante e fiquei muito feliz por ter contribuído para que saíssemos vencedores num jogo que era muito importante para o campeonato.
Além do contributo no ataque, também tem estado muito ativo na defesa. Ainda assim, é esse o aspeto em que mais quer melhorar? Quero melhorar no aspeto defensivo e encaixar-me cada vez melhor no sistema implementado pelo Carlos Martingo. Já entendi muitas das coisas que ele pede, mas é um aspeto que tenho de melhorar. Acima de tudo, quero dar o meu melhor em tudo aquilo que ele precisar, seja no ataque ou na defesa. Procuro estar disponível durante os 60 minutos e ajudar no que for preciso: se precisar de bater com a cabeça na parede, vou estar lá para bater com a cabeça na parede e fazer tudo para que possamos conquistar títulos este ano.
Como tem sido trabalhar com o Carlos Martingo? É um treinador com um vasto conhecimento da modalidade e que o consegue transmitir para os jogadores. Nem toda a gente o consegue fazer, é difícil, mas gosto muito que ele transmita essa ideia de intensidade e de energia com a qual me relaciono muito também. É um treinador que nos pede muita garra, luta e vontade, está a ser muito bom trabalhar com alguém que partilha as minhas convicções e este início está a ser muito produtivo e positivo. Espero que sigamos neste caminho e que isso nos leve a bom porto.
Ter um pivô experiente como o Tiago Rocha como treinador-adjunto tem ajudado no trabalho específico? Desde que cheguei e começámos a trabalhar no pavilhão, o Tiago Rocha sempre falou muito connosco, o grupo dos pivôs, e realmente é alguém que nos pode ajudar muito. Fizemos treinos específicos individuais e bebemos um bocadinho da vasta experiência que ele tem no andebol. É uma pessoa fantástica, está sempre a tentar ajudar o grupo da melhor forma, seja com detalhes de posicionamento, tático ou técnico. Já tinha jogado contra ele em França e o contacto que estou a ter com ele agora é muito bom, vejo que é capaz de elevar o nosso nível porque tem muito conhecimento.
O Daymaro Salina e o Gilberto Duarte são também professores,
A época ainda está no início e há campeonato, Taça de Portugal e Champions para jogar. O que perspetiva para 2026 / 27? Nas competições nacionais, o nosso objetivo é vencer todos os jogos. Sabemos que é complicado, até porque o Sporting tem feito um bom trabalho nos últimos anos, mas nós, um clube do tamanho do FC Porto, merecemos grandes conquistas e sabemos que é o nosso dever lutarmos para sermos campeões nacionais. Estamos a dar o nosso melhor e sabemos que temos uma equipa capaz de o fazer. Na Liga dos Campeões, sabemos que o grupo é muito complicado, mas principalmente em casa podemos vencer. O grupo tem a ambição e vai trabalhar para seguir em frente na prova.
E a nível individual, o que espera conseguir neste ano de estreia? Vou continuar a evoluir da mesma forma e a tentar dar o máximo no ataque e na defesa, mas acima de tudo estou focado em mostrar muita garra. Vamos lutar com tudo para defender este emblema, sempre com energia e à imagem do que são os portistas. Há adeptos que pagam para nos ver, por isso devemos representá-los em campo e nada melhor de que o fazer com muita energia e intensidade.
No jogo de apresentação já pôde sentir o carinho do público no Dragão Arena. É uma verdadeira família fora do campo? Os adeptos vão ser fundamentais na nossa caminhada, tanto a nível europeu como nacional. Em todos os jogos em casa, o Dragão Arena tem de ser uma fortaleza. Tem de ser impossível para as outras equipas ganhar aqui. Sabemos que vamos defrontar equipas com muita qualidade, mas, sempre que entrarem no Dragão Arena, os adversários têm de se sentir incomodados e que é realmente um desafio vir aqui vencer. Cabe-nos, juntamente com os adeptos, criar um ambiente realmente hostil e de dificuldades para os adversários, de forma a podermos atingir os nossos objetivos.
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