ENTRE LINHAS
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
Pepê levantou William depois de William levantar o estádio. Aos 58 minutos, o 2-1 completava a reviravolta.
RESPOSTA POR QUATRO O Casa Pia marcou aos 43 minutos e chegou ao intervalo empatado. Entre uma coisa e outra, André Silva lembrou que o descanso começa quando o árbitro apita. Henrique Araújo tinha convertido um penálti e o avançado portista respondeu aos 45 + 3, de pé esquerdo, depois de Pablo Rosario o servir na sequência de um canto. A vantagem durou menos do que os donos dela certamente desejavam. O FC Porto chegou a Rio Maior depois da derrota com o Manchester City e encontrou dificuldades suficientes para perceber que o campeonato não lhe devia uma compensação. Teve de a procurar. Kiwior completou a reviravolta aos 60 minutos e a receita lembrava a do encontro com o Moreirense, mas a equipa estava disposta a melhorar as quantidades. Farioli chamou Borja Sainz e Santiago Giménez. Ambos marcaram, deixando a discussão sobre as substituições com pouco futuro. O espanhol fez o terceiro poucos minutos depois de entrar, o mexicano sofreu um penálti e converteu-o nos descontos, estreando-se a marcar pelo clube. O banco não se limitou a proteger a vantagem: alargou-a. Nem tudo teve resolução tão simples. Khaly atingiu André Silva no rosto e escapou sem cartão. O contacto existiu, a consequência disciplinar é que ficou por encontrar. O avançado tinha acabado de marcar e ainda recebeu aquele cumprimento, para o qual as leis do jogo preveem uma resposta bastante menos cordial. O 4-1 tornou o episódio menos relevante para as contas, sem o tornar mais aceitável. Diogo Costa também precisou de defender, porque a distância no marcador não foi uma descrição fiel de todos os momentos do encontro. A goleada teve dificuldades, uma desvantagem e uma reação. Retirar-lhe as duas primeiras seria uma maneira injusta de diminuir a terceira. Quatro marcadores depois, o FC Porto somava 18 pontos em seis jornadas. A derrota europeia não teve prolongamento no campeonato e a equipa ganhou pela segunda vez consecutiva depois de sofrer primeiro. Já conhecia os dois lados do marcador, mas continuava a preferir o de sempre.
TRÊS MÉDIOS, CINCO PONTOS O clássico começou dividido e com menos ocasiões do que algumas leituras posteriores lhe encontraram. Bah rematou com perigo, mas Pablo Rosario intercetou ainda longe da linha de golo. A ocasião existiu; a certeza de que a bola entraria foi acrescentada depois. O FC Porto foi ligando melhor os setores, aproximou os médios da área e Gabri Veiga deu expressão a esse crescimento aos 31 minutos. O marcador mudou antes do número de jogadores. Pepê encontrou Gabri nas costas da defesa e a tentativa de levantar a bola sobre Samuel Soares deixou-a novamente ao alcance do médio, que corrigiu o primeiro gesto com o segundo. Quatro minutos depois, Lenglet, já advertido, deu uma palmada no pescoço de André Silva e recebeu novo amarelo. O gesto era desnecessário para o lance, mas tornouse indispensável a muitas explicações posteriores. Havia apenas um pormenor pouco colaborante: o FC Porto já ganhava. A superioridade numérica facilitava a aritmética, mas não garantia o resultado.
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