ENTRE LINHAS
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
André Silva marcou ao Casa Pia e agarrouse à bola: os festejos podiam esperar, o jogo tinha de continuar.
Bah empatou aos 51 minutos e a igualdade durou três, tempo suficiente para provar que os cartões não marcam golos sozinhos. Pablo Rosario encontrou André Silva, o avançado deu sequência ao passe e Victor Froholdt concluiu de primeira. Aos 60, André cruzou e Hwang Inbeom antecipou-se a Aursnes. Em nove minutos, o FC Porto fez com a bola aquilo que nenhum cartão faz por conta própria. Os três nomes no marcador pertenciam ao meio-campo. A ficha reservavalhes a criação e deixava os golos para os avançados, mas o jogo ignorou a distribuição de tarefas. André Silva não marcou, mas participou nos dois lances que devolveram e ampliaram a vantagem. Num clássico que alguns preferiram explicar por quem saiu, o FC Porto decidiu com quem chegou. Aos 85 minutos, Samu voltou a competir sete meses depois e recebeu uma ovação muito maior do que o tempo que restava. Os minutos chegaram para terminar a espera, não para começar avaliações. No final, ficaram sete vitórias em sete jornadas e 21 pontos. O clássico não fechou o campeonato. Abriu cinco pontos.
A tentativa de levantar a bola sobre Samuel
Soares transformou-se numa receção orientada. No toque seguinte, Gabri Veiga bateu o guardaredes e colocou o FC Porto na frente ainda com onze contra onze.
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