ARQUIVO ABERTO
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
Joan Gamper( ao centro da imagem) começou por ser Hans, um jovem suíço de Winterthur para quem fundar clubes parecia um ato natural. Em Zurique, criou o Excelsior e foi um dos fundadores do FC Zürich, do qual se tornou o primeiro capitão. Motivos profissionais levaram-no depois para
Lyon e, em 1898, para Barcelona, onde o tio Emili Gaissert o convenceu a ficar. No ano seguinte, publicou no jornal Los Deportes um anúncio à procura de interessados em jogar futebol e, pouco mais de um mês depois, nascia o FC Barcelona, clube que representou como jogador e do qual foi presidente em cinco períodos. Em 1966, o Barcelona deu o nome do fundador ao torneio internacional de verão organizado no Camp Nou, competição que, 21 anos mais tarde, seria conquistada pelo FC Porto, então campeão europeu, depois de derrotar o anfitrião e voltar a vencer o Bayern de Munique.
Em 1987, o Joan Gamper foi mais do que a festa de apresentação do Barcelona. Com as participações do FC Porto, do Bayern e do Ajax, o Camp Nou acolheu uma pequena cimeira europeia.
a reconhecer a diferença entre ter mais bola e saber o que fazer com ela. O Mundo Deportivo atribuiu nota máxima a Madjer e descreveu o seu jogo como“ futebol de seda”. Gary Lineker foi ainda mais direto e disse que o FC Porto mostrou ser“ o autêntico campeão da Europa”. Fernando Gomes também saiu satisfeito. Como não tinha podido jogar em Viena, acreditava que finalmente teria a oportunidade de defrontar o campeão alemão.“ Agora poderei enfrentar o
Bayern de Munique”, disse. O futebol, porém, guardava-lhe uma pequena ironia: Gomes não participou na final.
OUTRA FINAL, O MESMO VENCEDOR
O reencontro aconteceu na noite seguinte. Bayern e FC Porto voltaram a colocar-se frente a frente 84 dias depois de Viena, desta vez perante cerca de 80 mil espectadores, sob um calor sufocante e num relvado ainda mais castigado pelo Barcelona-Ajax que antecedera a decisão.
Os alemães tiveram maior presença territorial e procuraram aproveitar a superioridade física. O FC Porto esperou, controlou os espaços e reservou as melhores ocasiões para si. Madjer atravessou o campo inteiro perto do intervalo, mas preferiu passar a Jorge Plácido, apanhado em fora de jogo, quando podia ter rematado. O marcador abriu aos 49 minutos. Sousa lançou Semedo pela direita, o médio aproveitou uma hesitação da defesa e bateu Aumann com um remate rasteiro. O Bayern avançou, o FC Porto recuou sem perder a ordem e o jogo começou a gerar espaços que favoreciam os portugueses. Rui Barros, lançado no recomeço, esteve perto de produzir um dos golos do torneio. O reforço, que chegava do Varzim, deixou adversários pelo caminho, driblou também o guarda-redes e, com
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