ARQUIVO ABERTO
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES a baliza aberta, atirou ao lado. Foi um lance tão bonito quanto incompleto. A compensação chegou aos 89 minutos. Jaime Pacheco abriu para Rui Barros, o médio cruzou e Madjer sentou Aumann antes de fazer o 2-0 de pé esquerdo. Três meses depois de Viena, a ousadia já não precisava do calcanhar. Depois do golo e da assistência frente ao Barcelona, o argelino voltava a fechar uma final diante do Bayern. Participou diretamente em três dos quatro golos portistas e recebeu nota máxima nos dois encontros. Gomes levantou o troféu, o fogo de artifício tomou conta do Camp Nou e o jornal catalão chegou às bancas com um título que dispensava explicações:“ A Taça do Porto.”
DO CAMP NOU PARA O AVIÃO DE BERLUSCONI
A noite ainda guardava um último episódio. Em vez de regressar num voo regular, a equipa seguiu para Itália no avião privado de Silvio Berlusconi. O futuro primeiro-ministro italiano, então presidente do Milan e proprietário do canal que transmitiria o encontro do FC Porto no dia seguinte, frente ao Inter, disponibilizou o aparelho para garantir a presença dos campeões europeus. Menos de 24 horas depois de erguer o Gamper, o FC Porto voltou a entrar em campo. Empatou 1-1 com o Inter, em Cesena, e o golo portista pertenceu precisamente a Fernando Gomes. Não defrontou o Bayern como desejava, mas ainda encontrou forma de deixar marca na viagem. Entre 7 e 20 de agosto, os azuis e
Fernando Gomes já era cartaz antes de a bola começar a rolar. A 18 de agosto de 1987, no dia do Barcelona-FC Porto, o Mundo Deportivo ofereceu aos leitores este“ superposter” do capitão dos campeões europeus fotografado durante um dos treinos da seleção portuguesa.
Primeiro representante português no Joan Gamper e o único a vencê-lo, o FC Porto afastou o Barcelona e voltou a bater o Bayern. A Taça dos Campeões deu-lhe a Europa e o Camp Nou dispensou-o de explicar como lá chegou.
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