Dragões #477 Ago 2026 | Page 53

FUTEBOL
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
Portugal deixou de ser um destino desconhecido para Mylena Freitas. A avançada brasileira marcou nove golos em 18 jogos na primeira passagem pelo Famalicão e regressou mais tarde para conquistar a Taça de Portugal. Depois de Brasil, China e Estados Unidos, chega ao FC Porto e a uma Liga BPI que já conhece por dentro.
Natural de Boston, Alex Kerr marcou 11 golos na única época em quer representou o Texas Tech, foi campeã da NWSL pelo Orlando Pride e somou sete ao serviço do Como. Depois de passar pelo Parma, a avançada chega ao FC Porto aos 25 anos e com um futebol moldado dos dois lados do Atlântico.
FÁTIMA PINTO, ALEX KERR E MYLENA FREITAS TRAZEM EXPERIÊNCIA, TÍTULOS E PASSAGENS POR VÁRIOS CAMPEONATOS. A ESTREIA DO FC PORTO NA LIGA BPI COMEÇA COM MAIS MUNDO DENTRO DA EQUIPA.
e muito batalhadora”. A experiência, no caso dela, não chega ao balneário como estatuto, mas para ser utilizada. Fátima encontrou no FC Porto aquilo que procurava,“ uma equipa que quer estar no topo”. O clube encontrou nela uma jogadora que conhece as exigências desse lugar e que pode ajudar um plantel promovido a adaptar-se a uma competição em que haverá menos tempo para descobrir respostas.
O ataque por duas vias Alex Kerr fez um caminho diferente. Nascida em Boston e criada na Carolina do Norte, passou pelas universidades de Vanderbilt e Texas Tech antes de ser escolhida pelo Orlando Pride no draft de 2024. Estreou-se como profissional na NWSL e marcou o primeiro golo frente ao Monterrey, na Summer Cup, antes de trocar os Estados Unidos por Itália. No Como, marcou sete golos entre 2024 e 2026. Em janeiro, mudou-se para o Parma e, sete meses depois, escolheu o FC Porto para iniciar“ uma nova aventura”. A avançada de 25 anos define-se pela“ energia e positividade” e encontrou“ um projeto que está a crescer a olhos vistos”. Mylena Freitas chega ao mesmo setor por uma estrada mais longa e, em alguns pontos, já conhecida. Natural do Rio de Janeiro, começou no Vasco da Gama, passou pelo Avaí e tinha 19 anos quando atravessou o Atlântico pela primeira vez. Na temporada de estreia pelo Famalicão marcou nove golos em 18 jogos, rendimento que lhe abriu as portas do Shanghai Shengli. A China antecedeu o regresso ao Brasil e a passagem pelo Corinthians, clube com o qual conquistou o campeonato e a Supertaça. Mylena voltou depois ao Famalicão para vencer a Taça de Portugal, representou o Braga e partiu para Nova Iorque. Aos 25 anos, o Brooklyn FC foi a última paragem antes do FC Porto. Se Alex Kerr chega para descobrir o futebol português, Mylena regressa a um campeonato que conhece e a um país onde já não se sente estrangeira.“ Aqui em Portugal já me sinto em casa”, afirmou a brasileira, que juntou à competitividade“ aquele lado brasileiro, que é mais divertido”. A frase aproxima duas dimensões que nem sempre aparecem juntas: a exigência permanente e a capacidade de tornar o caminho mais leve. As três contratações não eliminam o período de adaptação de uma equipa que mudou de divisão e aumentou o grau de exigência. Diminuem, porém, a quantidade de situações completamente novas dentro do plantel. Fátima Pinto conhece os grandes jogos e o futebol internacional; Mylena Freitas conhece a Liga BPI e vários dos adversários; Alex Kerr já atravessou modelos competitivos muito diferentes sem perder a energia que a define. O FC Porto vai estrear-se no principal escalão, mas Fátima, Alex e Mylena não. É também para isso que serve ganhar mundo.
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