FUTEBOL
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
A equipa ganhou mundo
Fátima Pinto, Alex Kerr e Mylena Freitas jogaram em sete países de três continentes antes de chegarem ao FC Porto. Uma internacional portuguesa com mais de uma centena de jogos pela seleção, uma avançada norte-americana formada entre o futebol universitário, a NWSL e a liga italiana e uma brasileira que conhece Portugal como segunda casa acrescentam experiência, soluções e diferentes formas de chegar ao mesmo objetivo. A equipa vai estrear-se no principal escalão, mas os três reforços não.
Fátima Pinto chega ao
FC Porto depois de ultrapassar a centena de internacionalizações por Portugal e de participar em três Europeus e num Mundial. Campeã nacional por três vezes, a média madeirense conhece por dentro o campeonato que a equipa vai agora disputar e traz experiência para encurtar a distância entre chegar ao primeiro escalão e competir nele.
Entre 14 e 21 de agosto, o FC Porto apresentou três reforços e alargou consideravelmente o mapa do plantel. Fátima Pinto nasceu na Madeira e regressou de França, Alex Kerr atravessou o Atlântico depois de duas épocas em Itália e Mylena Freitas voltou a Portugal após representar o Brooklyn FC. Três anúncios separados por uma semana reuniram percursos construídos em sete países e três continentes. A geografia, por si só, não ganha jogos, mas interessa pelo que permitiu aprender. Fátima Pinto chega com mais de uma centena de internacionalizações por Portugal e experiência nas principais divisões portuguesa, espanhola e francesa. Alex Kerr passou do futebol universitário norte-americano para a
NWSL e adaptou-se depois à Serie A italiana. Mylena Freitas jogou no Brasil, em Portugal, na China e nos Estados Unidos, conquistou títulos em dois países e já sabe o que encontrará na Liga BPI. O FC Porto não contratou três versões da mesma experiência, reforçou o meio-campo com uma jogadora habituada a organizar, competir e assumir responsabilidade, e acrescentou ao ataque duas avançadas com percursos e características diferentes. O denominador comum não está na posição nem na nacionalidade, mas na quantidade de situações que já deixaram de ser novidade para cada uma.
A experiência regressa Fátima Pinto é o nome mais conhecido. Aos 30 anos, regressa a Portugal depois de representar o Strasbourg e traz 102 internacionalizações, presenças em Europeus e num Mundial, e um currículo preenchido por títulos nacionais. A carreira começou na Madeira, passou pelo Atlético Ouriense e atravessou a fronteira em direção ao Santa Teresa. Seguiram-se seis temporadas no Sporting, uma experiência no Alavés, novo regresso a Portugal e a mudança para França. Pelo caminho, conquistou três campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e uma Supertaça. A soma dos jogos não lhe retirou disponibilidade para aprender.“ É bom ter uma experiência de primeira divisão e de outras ligas, mas estou cá também para aprender com as minhas colegas”, afirmou a média, que se apresentou como“ muito competitiva
52