VOLEIBOL
JULHO 2026 REVISTA DRAGÕES já jogaram em Portugal e agarrou os adeptos a uma jogadora pequenina que se mostra muito grande dentro de campo.
Este ano vai ter a concorrência de Annie Cesar. O que podemos esperar da líbero alemã? A Annie, com quase 30 anos, tem uma experiência de alto nível. Acabou de disputar a Liga das Nações e vai iniciar a participação no Campeonato da Europa. Vai trazer uma organização mais estável à linha de receção e um bom nível de defesa. Além disso, também é boa a passar quando a distribuidora dá o primeiro toque. É daquelas jogadoras que sabemos que se vai adaptar bem à cultura do FC Porto pela felicidade que sente ao jogar. Ela e a Bitas podem ser um bom par e, dependendo do que o jogo estiver a pedir, podemos vê-las às duas a jogar.
Como é que uma titular da seleção alemã vem parar ao FC Porto? Chegamos a um ponto interessante do mercado. Há três anos o FC Porto era um clube sem passado na modalidade, o que levantava algumas dúvidas, mas agora as jogadoras querem vir para o FC Porto. A mensagem foi passando de atleta para atleta e de agente para agente fruto das exibições que fizemos. As jogadoras já conhecem o FC Porto, não por causa do futebol, mas pelas condições de trabalho da equipa de voleibol. Sabem que aqui vão trabalhar a um bom ritmo e vão tentar jogar na melhor competição europeia possível.
Em que ponto está a Liga portuguesa? Neste momento não há assim tantas ligas melhores do que a nossa, se tivermos em conta a estrutura do FC Porto. A Liga Italiana continua a ser a predileta de todos os jogadores de voleibol, assim como os primeiros quatro ou cinco classificados da Turquia, mas a partir daí já conseguimos concorrer com clubes da Polónia, que era algo impensável há uns anos. O mercado dos Estados Unidos está cada vez mais forte, mas o FC Porto assume-se como um clube estável e, apesar de a nossa Liga não ser a melhor do mundo, a estrutura do FC Porto é seguramente uma das melhores do mundo.
O que podemos esperar dos novos reforços? A nossa grande arma serão sempre as jogadoras que transitam do ano anterior, mas tentámos colmatar as saídas com critério. O volume de trabalho que tivemos levou-nos a garantir a continuidade das principais peças. Quem vem de fora tem boas expectativas de se afirmar. Com duas distribuidoras de alto nível, precisamos de duas opostas e a Nataša Čikiriz vem competir por um lugar na equipa, substituindo a Mika. As opostas de alto nível têm todas uma boa dimensão física e a Nataša tem 1,93 metros, chega com dimensão de bloco e com a experiência de quem já jogou na seleção sérvia e em nove países. A Caylen Alexander vem como uma promessa para o presente e para o futuro, tem um perfil mais de ataque do que de receção, assim como a Victória Alves e ao contrário da Murek e da Ana Rui Monteiro. Além da Annie Cesar, de quem já falei, teremos ainda duas novas centrais que vão embarcar na primeira experiência como profissionais e que são promessas para o presente e para o futuro. Em resumo, queremos estabilizar a base e dar continuidade ao nosso trabalho com dois reforços experientes e três jogadoras jovens.
Mais um ano em que o FC Porto consegue manter o núcleo duro do voleibol. Qual será a responsabilidade das jogadoras que estão desde o início do projeto? Têm de garantir que a fome de ganhar não se ficou pela época anterior. Esta época foi muito boa, mas a anterior foi muito má, e foi isso que nos fez ter esta fome de vencer. Vão ser essas atletas a garantir informações sobre o clube, a cidade, os adeptos, os funcionários, o treinador e a forma de trabalhar a quem vem de fora. Cabe às jogadoras que estão connosco há três anos e que têm um conhecimento profundo do clube passar esta mensagem de que toda a gente tem de trabalhar o dobro quando joga no FC Porto.
Teremos mudanças na equipa técnica? Sim, perdemos o Manuel Loureiro e o Tiago Lemos por razões profissionais e trouxemos duas pessoas que conhecemos muito bem. O Manuel Almeida já passou por contextos de alto nível, foi selecionador e vem para substituir o Manuel Loureiro, trazendo experiência, caráter e uma personalidade que agrada a toda a gente. Depois, recrutámos o Lourenço, que é um treinador mais jovem, que pode ajudar nos treinos a atacar e a servir para as jogadoras e que pode ajudar na análise da equipa e dos adversários, libertando os restantes treinadores.
Os adversários vão reforçar-se para estarem ao nível do FC Porto? Assim que o FC Porto criou equipa de voleibol, iniciou-se uma revolução no voleibol feminino. Os adversários
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